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‘Lei do Silêncio proíbe até roda de tereré de noite em Campo Grande’, reclama empresário

Segundo denúncia de empresários, até autoridades reconhecem burocracia excessiva na Capital e estariam sugerindo funcionamento na ilegalidade até 'visita da fiscalização'.

Arquivo Publicado em 19/02/2014, às 11h50

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Segundo denúncia de empresários, até autoridades reconhecem burocracia excessiva na Capital e estariam sugerindo funcionamento na ilegalidade até ‘visita da fiscalização’.

Empresários que atuam no setor de entretenimento em Campo Grande reclamam da burocracia e acusam o poder público de dificultar a vida noturna da Capital sul-mato-grossense. Segundo João César Mattogrosso, que desistiu de empreendimentos na cidade em virtude da burocracia, está tudo proibido e até as autoridades estimulam o trabalho na ilegalidade.

“É muito complicado fechar toda a documentação necessária para trabalhar com festas, ou abrir uma casa noturna em Campo Grande. São tantos detalhes que fica difícil trabalhar. A Lei do Silêncio, por exemplo, se não me engano, diz que não pode ultrapassar 45 decibéis após as 22 horas. Se juntarmos três pessoas para tomar um tereré já alcança isso”, critica.

Diante das dificuldades, o empresário revela que funcionários da própria Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) dizem para que as casas sejam abertas sem a documentação e que ‘rezem para não serem denunciados’.

“A própria autoridade estimula, dizem que é para rezar para não ser dedurado e não bater fiscalização”, denuncia.

Da forma que está, ele pontua, se o empresário não tem ‘as costas largas’ não dá para trabalhar. Já que, segundo ele, casas noturnas que ficam próximas e têm as mesmas condições de trabalho e infraestrutura não têm o mesmo tratamento. “Não vou citar nomes. Mas sei de casos de locais que estão na mesma avenida, têm estrutura semelhante e uma consegue trabalhar, outra não”, diz.

João César fez um desabafo pelas redes sociais e levantou a polêmica. Outros empresários narraram a dificuldade que passam para trabalhar e um deles conta que está há mais de quatro meses esperando a visita do fiscal da Semadur. “Até agora nada. Enquanto isso, temos que ficar fechados, porque não podemos reabrir sem o alvará ambiental”, reclama.

Mato Grosso ainda lembra que os sul-mato-grossenses Munhoz e Mariano decidiram gravar o terceiro DVD da dupla em Presidente Prudente (SP), porque no último álbum eles investiram milhões e por pouco não tiveram o sonho destruído por autoridades que se negavam a liberar a gravação.

“Acompanhei aquele sofrimento. Sábado agora estarão gravando e largando milhões de investimento na cidade de Presidente Prudente. Nada contra aquela cidade, mas acho que nada mais justo que gravarem na sua terra, onde sem sombra de dúvidas eles seriam muito bem recebidos e abraçados pela população, mas não por alguns, chamados de autoridade”, alfineta.

Jornal Midiamax