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Ladrões levam 800 moscas de pesquisador da UFMS e prejudicam dois anos de estudos

Um assalto ocorrido no último sábado (2), na Avenida Costa e Silva, nas proximidades do Atacadão, em Campo Grande, poderia ter sido apenas um a mais na estatística da violência da cidade. No entanto, afetou diretamente o trabalho de conclusão de mestrado do biólogo Eder Barbier, de 28 anos. Os dois ladrões, que abordaram Eder […]

Arquivo Publicado em 05/02/2014, às 16h56

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Um assalto ocorrido no último sábado (2), na Avenida Costa e Silva, nas proximidades do Atacadão, em Campo Grande, poderia ter sido apenas um a mais na estatística da violência da cidade. No entanto, afetou diretamente o trabalho de conclusão de mestrado do biólogo Eder Barbier, de 28 anos.

Os dois ladrões, que abordaram Eder e um amigo, e que estavam em uma motocicleta, levaram além de celulares e dinheiro, 300 frascos com 800 moscas parasitas de morcego que estavam em uma mochila, fruto de pesquisa de dois anos que Eder vinha desenvolvendo.

“Quem levou o material não tem a mínima noção de sua importância. Não existe qualquer perigo para quem manusear esses frascos, pois as moscas estão em álcool. O prejuízo mesmo é no lado científico”, afirmou.

Segundo Barbier, a pesquisa tem como alvo os parasitas do morcego, que interferem diretamente no meio ambiente.

“Não sabemos muita coisa sobre os morcegos e com essa pesquisa sobre seus parasitas podemos nos aprofundar um pouco em seu ciclo de vida. Os morcegos são importantes na polinização e isso afeta o reflorestamento. Foi um trabalho árduo, principalmente nos dois últimos meses e é uma perda lamentável”, afirmou.

O trabalho já estava encerrado, sendo detectadas três novas espécies de moscas parasitas de morcego no Estado. No entanto, esse material deveria ser depositado na coleção científica da Universidade para servir como testemunho da pesquisa e também como referência para futuros estudos.

Jornal Midiamax