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Kerry pede governo de unidade no Iraque e descarta envio de tropas

O secretário de Estado americano, John Kerry, pediu nesta terça-feira (12) ao novo primeiro-ministro iraquiano, Haidar al-Abadi, a rápida formação de um governo de unidade nacional e descartou o envio de tropas americanas ao Iraque. “Apelamos pela formação de um novo governo o mais rápido possível. O governo dos Estados Unidos está disposto a apoiar […]

Arquivo Publicado em 12/08/2014, às 12h19

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O secretário de Estado americano, John Kerry, pediu nesta terça-feira (12) ao novo primeiro-ministro iraquiano, Haidar al-Abadi, a rápida formação de um governo de unidade nacional e descartou o envio de tropas americanas ao Iraque.


“Apelamos pela formação de um novo governo o mais rápido possível. O governo dos Estados Unidos está disposto a apoiar um novo governo de união nacional, especialmente na luta contra o Estado Islâmico (EI)”, disse o chefe da diplomacia americana a respeito da organização jihadista sunita que desde junho conquistou grande parte do país.


Washington respaldou a nomeação de Abadi no lugar de Nuri al-Maliki, questionado há vários meses por uma política considerada favorável aos xiitas e que teria provocado as divisões étnicas no Iraque.


“Sejamos claros: nós sempre desejamos um governo inclusivo que represente todos os iraquianos. Este é o objetivo”, ressaltou Kerry durante uma visita à Austrália.


A aviação militar americana executou bombardeios contra posições do EI na região norte do Iraque, mas o país descarta o envio de tropas, segundo Kerry.


“Não voltaremos a enviar forças de combate ao Iraque. Este é um combate no qual devem entrar os iraquianos, em nome do Iraque”, disse.


Durante a entrevista, Kerry também afirmou que os governos dos Estados Unidos e da Austrália levarão para a ONU a ameaça representada pelos jihadistas estrangeiros que combatem na Síria, Iraque e em outros lugares do mundo


O secretário de Estado americano também aproveitou a oportunidade para exigir que os responsáveis pela queda do voo MH17 da Malaysia Airlines, no leste da Ucrânia, sejam levados à justiça.


“Afirmamos à Austrália e ao mundo que exigimos justiça por este crime inconcebível”, disse.


O avião, que voava entre Amsterdã e Kuala Lumpur, foi derrubado em 17 de julho no leste da Ucrânia, o que provocou as mortes das 298 pessoas a bordo.


Os holandeses perderam 193 cidadãos e a Austrália 38 cidadãos ou residentes.


Os separatistas pró-Rússia que utilizam mísseis terra-ar foram apontados como responsáveis pela tragédia. Os ocidentais acreditam que Moscou forneceu o armamento, o que é negado pelo governo russo, que por sua vez culpa a Ucrânia pela tragédia.

Jornal Midiamax