Juiz italiano Nicola Rizzoli vai apitar a final da Copa do Mundo

O italiano Nicola Rizzoli será o árbitro da final da Copa do Mundo, entre Alemanha e Argentina, no domingo (13), no Estádio do Maracanã. A escolha foi anunciada em entrevista coletiva no Centro de Mídia do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, pelo chefe de Arbitragem da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Massimo […]
| 12/07/2014
- 04:33
Juiz italiano Nicola Rizzoli vai apitar a final da Copa do Mundo

O italiano Nicola Rizzoli será o árbitro da final da Copa do Mundo, entre Alemanha e Argentina, no domingo (13), no Estádio do Maracanã. A escolha foi anunciada em entrevista coletiva no Centro de Mídia do Maracanã, na zona norte do , pelo chefe de Arbitragem da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Massimo Bussaca.

Segundo a Fifa, Nicola Rizzoli será o terceiro árbitro italiano na história das copas do Mundo a atuar em uma final. Antes dele, Sergio Gonella apitou em 1978 e Pierluigi Collina em 2002. Rizzoli será auxiliado pelos também italianos Renato Faverani e Andrea Stefani. O quarto árbitro da partida será Carlos Vera, do Equador, e o quinto, Cristian Lescano, também do Equador.

Neste Mundial, Rizzoli apitou os jogos entre Espanha e Holanda e Nigéria e Argentina, pela fase de grupos, e a partida entre Argentina e Bélgica pelas quartas de final. Bussaca, da Fifa, descartou que a Argentina possa ser beneficiada pelo fato de Rizzoli ter sido árbitro em duas partidas daquela seleção e ainda por haver uma presença forte de italianos no país sul-americano. “No caso do árbitro, só pensamos na qualidade. Se você tiver qualidade você apitará os melhores jogos”, disse.

 

Em um vídeo exibido durante a entrevista, Rizzoli disse achar o emocionante estar à frente da partida. “É impossível descrever o que é para um árbitro apitar uma final. E eu vou dedicar tudo, o máximo de mim. São vinte anos que eu trabalho nisso. Eu comecei com 16 anos e estou aqui. Mal posso acreditar”, contou.

Para o árbitro, apitar a final é uma forma também de representar seu país no encerramento do Mundial. “Represento a Itália, também neste momento é um orgulho para mim ser italiano. Então eu quero ser um dos melhores e vou ser”.

Bussaca disse que as atuações dos árbitros se adaptaram aos jogos e que nesta Copa não houve simulações de jogadores. Ele reconheceu que, em alguns jogos, juízes deixaram de aplicar cartões amarelos. “O que nós pedidos aos árbitros é que entendam de futebol e entendam que tipo de jogo há hoje em dia. E que tentem deixar o jogo rolar sempre que possível. Às vezes, podemos e temos jogos com muitos minutos jogados, mas as vezes não dá. Estamos muito satisfeitos com o trabalho realizado”, avaliou.

 

O chefe de Arbitragem da Fifa disse ainda que nesta competição já há vantagem de 30 gols e mais minutos de bola em jogo, na comparação com a Copa anterior, em 2010. Segundo ele, o número de lesões diminuiu na mesma comparação. “No Brasil, país do futebol, o futebol venceu”, disse.

Para o coordenador-geral da Fifa do Maracanã, Anthony Baffoe, é emocionante trabalhar no estádio que é um símbolo para o futebol mundial. Embora seja ex-jogador de Gana, ele nasceu e cresceu na Alemanha, porque os pais eram diplomatas. Ele disse que também representou toda a África na função que desempenha neste Mundial. “É uma emoção estar aqui no Maracanã e vai ser uma emoção liderar jogadores como o Lahm e o Messi para o campo”, destacou.

Animado, Baffoe disse que é fã de Pelé. “Eu continuo sendo um grande fã do Edson Arantes do Nascimento e muitas pessoas dizem ‘você torce pelo Fluminense, pelo Flamengo, pelo Botafogo, pelo Vasco da Gama’. Eu digo: ‘não, eu torço pelo Santos porque o Edson Arantes do Nascimento jogou lá’. Eu sempre vou lembrar daquela camisa branca do Santos”, contou.

 

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