Geral

Jovem que participou de racha e causou morte é condenado a 14 anos de prisão por homicídio

O estudante Ryan Douglas Wehner Vieira, 21 anos, foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado. O júri foi realizado nesta segunda-feira (10), em Campo Grande. O julgamento começou às 8 horas e terminou às 16h50. Ryan foi condenado por disputar racha com Marcus Vinícius Henrique de Abreu, 22 anos na avenida Duque […]

Arquivo Publicado em 10/03/2014, às 20h36

None
1882134124.JPG

O estudante Ryan Douglas Wehner Vieira, 21 anos, foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado. O júri foi realizado nesta segunda-feira (10), em Campo Grande. O julgamento começou às 8 horas e terminou às 16h50. Ryan foi condenado por disputar racha com Marcus Vinícius Henrique de Abreu, 22 anos na avenida Duque de Caxias, em Campo Grande, no dia 31 de março do ano passado. O racha terminou com um acidente que matou Marcus Vinícius.


Os jurados se reuniram por cerca de 40 minutos para decidir pela condenação de Ryan pelo crime de homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado pela morte Marcus Vinícius e por tentativa de homicídio qualificado, com relação à Letícia Souza Santos, então namorada de Marcus Vinicius que também estava no carro e teve ferimentos no acidente. Pelo crime de homicídio qualificado, a pena base foi de 12 anos. Pelo crime de tentativa de homicídio qualificado, a pena base também foi 12 anos, porém reduzida a dois anos, totalizando 14 anos.


O conselho de sentença reconheceu a materialidade, a autoria e não o absolveu do delito de homicídio consumado em relação a Marcos e tentado quanto à Letícia. Também foi afirmado que Ryan colocou em risco a vida de outras pessoas ao conduzir o seu veículo, sob o efeito de álcool, em alta velocidade, e participando de um “racha”.


A família de Marcus Vinícius acompanhou todo o julgamento. Pouco antes da sentença, a tia, Rosane Mara, disse que a família estava apreensiva, e que aguardava que a justiça fosse feita. A mãe, Vanja Marina Prates de Abreu ressaltou que por ser um homicídio em um crime de homicídio no trânsito a pena havia sido a máxima.


A família de Ryan também acompanhou o julgamento. A mãe de Ryan saiu muito abalada do julgamento, questionou a sentença e ainda disse ‘Ainda bem que morreu’, com relação à vítima. O advogado de defesa, Pedro Paulo Sperb Wanderley afirmou a defesa irá recorrer da sentença, alegando que a sentença é contrária à provas apresentadas para tentar que Ryan responda pelo crime de homicídio culposo.


Acidente – Ryan, que dirigia um Citroën C3 e outro colega que estava como passageiro, negam que estivessem em uma disputa de carros. Além de ter sido constato que ele tinha consumido bebida alcoólica, testemunhas disseram que o C3 e o Polo dirigido por Marcus estavam em um racha e por isso a acusação sustenta a tese de homicídio doloso. Ele foi preso em flagrante no dia do acidente, em março deste ano. O Polo colidiu contra poste próximo ao mercado Atacadão deixando a namorada de Marcus, Letícia Souza Santos hospitalizada.


Passeio com policial – Em novembro do ano passado, Ryan foi flagrado ‘passeando’ em uma viatura policial junto com um investigador lotado na mesma delegacia em que ele estava custodiado. Os dois estavam no bairro Aero Rancho, ameaçando pessoas exibindo uma arma de fogo. Rayan, acusado de disputar o racha com morte, era quem estava na direção da viatura.

Jornal Midiamax