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Israelenses e palestinos respeitam cessar-fogo em Gaza

O acordo de cessar-fogo permanente anunciado na terça-feira por Israel e pelos palestinos, após 50 dias de guerra, está sendo respeitado nesta quarta-feira, anunciou uma fonte militar israelense à AFP. “Não foi lançado nenhum foguete em direção ao território israelense, nem aconteceu nenhum ataque aéreo israelense na Faixa de Gaza desde esta terça-feira à tarde”, […]

Arquivo Publicado em 27/08/2014, às 11h56

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O acordo de cessar-fogo permanente anunciado na terça-feira por Israel e pelos palestinos, após 50 dias de guerra, está sendo respeitado nesta quarta-feira, anunciou uma fonte militar israelense à AFP.


“Não foi lançado nenhum foguete em direção ao território israelense, nem aconteceu nenhum ataque aéreo israelense na Faixa de Gaza desde esta terça-feira à tarde”, afirmou a fonte militar.


Na terça-feira, israelenses e palestinos anunciaram um acordo de cessar-fogo permanente depois da ofensiva de Israel iniciada em 8 de julho que deixou 2.143 mortos do lado palestino, 70 do lado israelense e um grande número de infraestruturas devastadas em Gaza.


Segundo o Egito, que atuou como mediador, o acordo prevê a suspensão parcial do bloqueio imposto desde 2006 por Israel à Faixa de Gaza, onde vivem 1,8 milhão de palestinos.


O chefe da delegação palestina nas negociações no Cairo, Azam al-Ahmed, afirmou que um dos principais pontos do acordo é a abertura de corredores humanitários para a “entrada de mantimentos, material médico e o que permita reparar os sistemas de água, energia elétrica e telefonia móvel”.


Mas as negociações devem ser retomadas dentro de um mês no Egito para abordar os pontos mais importantes. Israel exige a desmilitarização da Faixa de Gaza, enquanto os palestinos pedem um aeroporto e um porto em Gaza.


O governo do Irã felicitou nesta quarta-feira os palestinos pela “vitória”, após o anúncio do acordo.


“O heroico povo palestino protagonizou uma nova epopeia, com a vitória da resistência, que deixou de joelhos o regime sionista”, afirma um comunicado do ministério iraniano das Relações Exteriores.

Jornal Midiamax