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Inter alfineta Grêmio e lembra ‘freguesia’ do Barça em festa do Beira-Rio

O Internacional remontou a construção do Beira-Rio e seus grandes títulos neste sábado, na reabertura do estádio que receberá cinco jogos da Copa do Mundo. Mas no meio do espetáculo uma alfinetada no Grêmio e a lembrança de duas vitórias diante do Barcelona ganharam destaque. A corneta ao rival ocorreu no terceiro ato do espetáculo […]

Arquivo Publicado em 06/04/2014, às 01h13

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O Internacional remontou a construção do Beira-Rio e seus grandes títulos neste sábado, na reabertura do estádio que receberá cinco jogos da Copa do Mundo. Mas no meio do espetáculo uma alfinetada no Grêmio e a lembrança de duas vitórias diante do Barcelona ganharam destaque.

A corneta ao rival ocorreu no terceiro ato do espetáculo musical. Foi quando o Inter relembrou a vitória de 2 a 1 em cima do Grêmio, em 1989. O clássico chamado de ‘Gre-Nal do século’ fez os apresentadores chamarem o arquirrival de eterno freguês.

No mesmo ato o Inter também citou o título do Troféu Juan Gamper, em 1982, na Espanha. Na oportunidade, o time venceu o Barcelona nos pênaltis e conquistou o título do torneio de verão em cima do Manchester City. A equipe da catalunha também perdeu para os gaúchos o Mundial de Clubes de 2006.

“Ninguém vencia o Barcelona do Maradona. Mas até o Inter entrar no caminho deles naquele ano”, discursou o humorista André Damasceno.

Espetáculo gigante

A festa começou horas antes do espetáculo propriamente dito. Com a noite caindo, o Beira-Rio passou a receber um banho de luz vermelha. O impacto visual, contudo, não escondeu filas de cadeiras desocupadas nos dois níveis do estádio. Um reflexo do preço alto das entradas.

O gramado do estádio foi tomado por um palco removível. Suspenso no ar, um imenso cilindro serviu de telão para reproduzir gols e entrevistas com ex-jogadores. Dois palcos, em lados opostos do campo, abrigaram as bandas e um orquestra.

Pontualmente às 20h, Evandro Mesquita subiu ao palco e abriu, ao lado da banda Blitz, a série de atrações. Dono de hits dos anos 1980, o carioca ficou deslocado na proposta de linha do tempo por aparecer no começo da festa.

O espetáculo musical foi dividido em décadas, começando nos anos 1960, quando o estádio começou a ser construído. Rico em detalhes, os atos contaram com figurino de época e interpretação de nomes com passagem pela TV Globo.

Márcio Kieling, Zé Adão Barbosa, André Damasceno e Rogério Beretta foram alguns dos atores convidados. Julia Lemmertz, protagonista da novela Em Família, foi a locutora oficial do evento.

D’Alessandro, Figueroa e Fernandão apareceram no gramado, exaltando o Beira-Rio e iniciando a lista de atrações. Um efeito visual transformou o campo em uma extensão do Guaíba e atores reproduziram a drenagem do terreno ganho da prefeitura de Porto Alegre. E o início das obras de construção do estádio.

Anos 70 com Hermes Aquino

O tricampeonato dos anos 1970 tiveram vários homenageados. Figueroa foi o primeiro, com a reprodução do chamado ‘gol iluminado’, contra o Cruzeiro. Depois Falcão e Dadá Maravilha foram exaltadas pela conquista de 76. A conquista de 79 teve a temática disco e alusão a John Travolta. Mas o cantor que recheou o ato foi Hermes Aquino, com o sucesso “Nuvem Passageira”.

A década de 1980, do jejum de títulos do clube e conquistas do rival Grêmio, foi retratada com bom humor. Um bar foi montado no centro do campo e a dupla Kleiton e Kledir executou “Deu pra ti baixo astral”.

Juan Gamper e Gre-Nal do século

Depois depoimentos remontaram a vitória do Troféu Juan Gamper, na Espanha. O Barcelona foi vencido nos pênaltis, após um empate sem gols no tempo normal. E ali os apresentadores citaram o início da ‘freguesia’ do clube catalão, que também perdeu o Mundial de Clubes de 2006 para os Colorados.

“Nós também temos que falar do nosso eterno freguês”, disse o ator Rogério Beretta. E então começou o relato sobre o clássico Gre-Nal de 1989. O Inter venceu de virada, com um jogador a menos, e marcando duas vezes no segundo tempo.

Gre-Nal do 5 a 2

No ato sobre a década de 1990 mais uma vez humor para driblar os êxitos do Grêmio. O resumo dos acontecimentos eliminou o bicampeonato da Libertadores do time então dirigido por Luiz Felipe Scolari e destacou o título da Copa do Brasil de 1992 e o tetracampeonato da seleção brasileira, com uma grande foto de Dunga, capitão do time verde e amarelo.

O ápice do quarto ato, porém, veio depois. Mais uma vez o triunfo em cima do Grêmio ganhou destaque. A vitória de 5 a 2, no estádio Olímpico, foi relembrada com o depoimento de Fabiano Souza. No vídeo, o ex-atacante chora e faz o estádio todo se emocionar junto.

“Eu fiquei marcado por aquele jogo, mas não o time não conseguiu dar um título. A gente não conseguiu ganhar nenhum Brasileirão ou algo assim”, disse Fabiano antes de começar a chorar.

Campeão de Tudo

Já as lembranças dos anos 2000 renderam um ato longo, afinal os grandes títulos internacionais do clube vieram ali. Tinga, Clemer, Rafael Sóbis, Ceará e Fernandão relembraram as vitórias em 2006 e 2010. O apelido de ‘Campeão de Tudo’ estampou o gramado e a banda Cachorro Grande se apresentou após uma encenação de luta campal pela conquista da América.

O título do Mundial de 2006 ganhou uma produção maior. Pequenos cenários foram distribuídos na forma de um relógio, indicando que nenhum passo do clube foi dado por acaso. No telão suspenso o relato dos ex-jogadores foi levando ao momento do gol de Adriano Gabiru.

“Nós entramos e demos porrada neles. Foi isto”, resumiu Fernandão no relato sobre o título do Mundial de 2006 contra o Barcelona. “O nosso time estava todo sério e o deles cheio de sorriso. Deu no que deu”, comentou Iarley.

Nos minutos que antecederam a jogada o estádio todo ficou em silêncio aguardando o chute fatal de Gabiru. Logo depois os dirigentes foram chamados ao gramado para a cerimônia oficial de reabertura do estádio.

Jornal Midiamax