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Infiltrado na Rocinha, soldado diz que PMs da UPP torturavam traficantes

Um soldado da Polícia Militar afirmou a promotores que investigaram o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza que traficantes relatavam tortura em membros das quadrilhas. Os crimes seriam cometidos por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha para encontrar armas e drogas. O soldado da PM Rodrigo de Macedo da Silva […]

Arquivo Publicado em 19/02/2014, às 12h51

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Um soldado da Polícia Militar afirmou a promotores que investigaram o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza que traficantes relatavam tortura em membros das quadrilhas. Os crimes seriam cometidos por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha para encontrar armas e drogas. O soldado da PM Rodrigo de Macedo da Silva ficou infiltrado entre traficantes da favela por quatro meses e disse ter ouvido relatos de policiais que colocavam “sacos na cabeça dos traficantes”, entre outras formas de tortura.

Amarildo desapareceu após ser levado por policiais militares para a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) em junho do ano passado, para averiguação de envolvimento com o tráfico. A primeira audiência do caso Amarildo foi marcada para amanhã.

A denúncia, apresentada pelo Ministério Público, aponta  o tenente Luiz Medeiros, o sargento Reinaldo Gonçalves e os soldados Anderson Maia e Douglas Roberto Vital como torturaradores do ajudante de pedreiro. Outros policiais militares são acusados de fazer vigília da base, no momento do ato, e de serem omissos, por não terem impedido a tortura.

Jornal Midiamax