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Imigrantes pedem em Nova York a suspensão de deportações

Imigrantes de diferentes origens se uniram neste sábado em Nova York para pedir ao governo americano o fim das deportações e exigir um tratamento melhor por parte das autoridades. “Mantenham as famílias unidas” e “Sim à legalização” foram os dizeres de alguns dos cartazes que os manifestantes exibiam, que se concentraram diante da sede da […]

Arquivo Publicado em 06/04/2014, às 00h48

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Imigrantes de diferentes origens se uniram neste sábado em Nova York para pedir ao governo americano o fim das deportações e exigir um tratamento melhor por parte das autoridades.

“Mantenham as famílias unidas” e “Sim à legalização” foram os dizeres de alguns dos cartazes que os manifestantes exibiam, que se concentraram diante da sede da agência encarregada da imigração, em Manhattan.

O protesto, que aconteceu em paralelo a outros semelhantes em várias cidades do país, fez uma chamada ao presidente americano, Barack Obama, para que detenha as expulsões de imigrantes ilegais.

Segundo os organizadores, a Administração de Obama alcançará em breve o número de 2 milhões de imigrantes deportados desde que iniciou seu mandato, em 2009.

Sob o lema “Dois milhões são muitos”, apoiaram a mobilização de hoje organizações como O Centro do Imigrante, o Projeto Justiça Laboral e a Coalizão Primeiro de Maio.

Todas elas reivindicaram a Obama que utilize seus poderes executivos para paralisar todas as deportações até que democratas e republicanos alcancem um acordo para aprovar uma reforma migratória.

Essa reforma, uma das principais promessas de Obama antes de chegar à presidência, continua estagnada na Câmara dos Representantes, de maioria republicana, apesar de o Senado ter conseguido aprovar um projeto de lei de caráter bipartidário em junho passado.

Os conservadores se negam, no entanto, a submeter a votação a proposta e muitos temem que, se não fizerem isso antes do recesso de verão, sua possível aprovação ficará relegada a segundo plano com a chegada das eleições legislativas de novembro e as primárias presidenciais do ano que vem.

Jornal Midiamax