Homem sofre infarto pela segunda vez e aguarda há três dias em UPA uma vaga em hospital

Homem de 67 anos está internado desde sábado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário, aguardando vaga para ser transferido para um hospital de Campo Grande, depois de sofrer dois infartos. De acordo com familiares, Valdeci Vieira Alves teve um infarto e precisou ser levado para a UPA. Segundo a família, ele está […]
| 12/08/2014
- 23:00
Homem sofre infarto pela segunda vez e aguarda há três dias em UPA uma vaga em hospital

Homem de 67 anos está internado desde sábado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário, aguardando vaga para ser transferido para um hospital de Campo Grande, depois de sofrer dois infartos.

De acordo com familiares, Valdeci Vieira Alves teve um infarto e precisou ser levado para a UPA. Segundo a família, ele está desidratado e com sangramento e se encontra internado no setor de emergência da unidade.

Para a filha Eliana Vieira Alves, de 38 anos, o pai está muito debilitado e precisa de uma estrutura melhor para se recuperar. “Meu pai está no posto e sente muita dor no peito e sangramento. Temo pela vida dele se não for para um hospital”, reclama.

Eliana disse que a preocupação com o pai é redobrada porque no ano passado ele já teve o primeiro infarto. A filha revela que os médicos disseram que ele está com suspeita de úlcera e que está com anemia.

Ela disse que os familiares estão indignados com o descaso com o pai e que nenhum médico explicou qual é o próximo procedimento que tem de ser feito. “Nós não sabemos se ele tem que fazer cirurgia, eu estou preocupada porque ouvi uma enfermeira dizer que ele precisa fazer rápido”, revela.

A preocupação da família é que ele não resista à espera da transferência para o hospital. “Meu pai está muito fraco e estamos com medo de ele não suportar a demora em transferi-lo por causa do sangramento. Alguém precisa nos ajudar a salvar meu pai”, diz a filha.

Eliana afirma que na unidade hospitalar tem muitos pacientes em situação igual à do pai e que também esperam uma vaga. “O setor de saúde de Campo Grande está um caos e ainda tem coragem de noticiar que os hospitais estão abrindo vaga. Tudo é uma mentira e eles nem se preocupam com as pessoas morrendo todos os dias na cidade”, critica.

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), informou por meio de sua assessoria, que existe um deficit de vagas nos hospitais e que é um problema que a Secretaria tem buscado uma solução definitiva para o problema.

Algumas medidas paliativas foram encontradas como a compra de vagas na rede particular. Mas mesmo com a medida o número de leitos particulares disponíveis é insuficiente para atender à demanda de pacientes.

A Sesau garante que os pacientes que apresentam risco maior entram na prioridade para a transferência, entretanto, é necessário que surja a vaga em hospital para que possa transferir o paciente.

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