Geral

Homem que fez fotos das partes íntimas de jovem em sorveteria se apresenta à Deam

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam  identificou na tarde de ontem o suspeito que tirou fotos das partes íntimas de uma jovem, em uma sorveteria, na área central de Campo Grande. O estudante de Psicologia, W.S.R., de 33 anos, se apresentou na manhã desta quinta-feira (27) na unidade policial.  De acordo com a delegada […]

Arquivo Publicado em 27/03/2014, às 18h00

None
2122489512.jpg

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam  identificou na tarde de ontem o suspeito que tirou fotos das partes íntimas de uma jovem, em uma sorveteria, na área central de Campo Grande. O estudante de Psicologia, W.S.R., de 33 anos, se apresentou na manhã desta quinta-feira (27) na unidade policial. 

De acordo com a delegada Marília Brito Martins, as imagens do circuito de segurança da loja e as informações das testemunhas fizeram com que o crime fosse esclarecido. “Os demais clientes da sorveteria perceberam quando o suspeito, que estava atrás da vítima, fez as fotos com o celular, debaixo da saia dela. Ela não percebeu a ação, mas foi alertada por outros clientes. A vítima veio até a delegacia na terça-feira (25), registrar o crime”, explica. 
O caso foi registrado como importunação ofensiva ao pudor, que é uma contravenção penal. “Depois de localizado e identificado, ele se apresentou, foi ouvido, assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado”, revela a delegado, que frisa, “que o delito se trata uma contravenção penal, por isso ele não será preso, mas vai responder pelo fato”. 
CONFISSÃO 
Ao chegar à delegacia, o estudante confessou o delito e disse que fez por curiosidade, e que na hora não pensou nas consequências. Ao ser questionado sobre o que faria com as fotos, o suspeito confessou que, “só olhei mesmo e apaguei em seguida. Não iria compartilhar”. 
O aparelho de celular dele foi apreendido para análise, pois a polícia quer saber se ele chegou a compartilhar a foto. Além disso, a perícia vai tentar recuperar a imagem que foi excluída do aparelho.
Além disso, o estudante de psicologia responde por outros crimes como furto e tráfico de drogas.
CRIME 
A sorveteria, que ainda não tem um ano de inauguração, é uma novidade para muita gente. Com o fluxo grande pessoas, a vítima relatou à equipe do Midiamax que não percebeu quando o suspeito fez as fotos, já que o local estava cheio. 
Por volta das 16 horas, de um dia de semana, o estudante estava na fila da loja, quando se abaixou e simulou que estava amarrando o tênis, e com o celular em mãos, fez várias fotos da cliente, que estava de saia, na frente dele. 
De acordo com a vítima, ela estava na fila com uma amiga e por três ou quatro vezes percebeu que o estudante estava abaixado, pois ele chama atenção com quase 1,90 metro de altura. “Vi que ele estava muito perto de mim e também percebi que o celular dele estava no modo câmera, mas jamais imaginei que alguém faria isso. Além disso, próximo dele havia outras pessoas, por isso não acreditei que ele teria coragem”, lembra. 
A jovem se sentiu incomodada com o suspeito abaixado. “Toda vez que olhava pra trás, via ele abaixado, mas o cadarço dele estava amarrado e ele nem sequer encostou nele para fazer qualquer tipo de simulação”, recorda. 
Ela conta que uma mulher, também cliente do local, foi quem a alertou. “Ela me contou o que ele tinha feito depois que já tínhamos saído da fila. Fiquei no local esperando o meu pedido e vi ele sentado em uma das mesas, também esperando o pedido dele. E em nenhum momento ele tentou se esconder, pelo contrário, parecia que nada havia ocorrido”, afirma.
Jornal Midiamax