Hollywood resolveu apostar no herói Hércules este ano ao lançar dois filmes sobre o musculoso semideus: no primeiro, “The Legend of Hercules”, o ator Kellan Lutz interpreta o papel principal, enquanto a versão com Dwayne Johnson deverá esperar até o período de lançamento de blockbusters do verão americano.

O mesmo fenômenos ocorreu em 2012, quando Hollywood voltou seus olhos para a princesa Branca de Neve, que teve duas adaptações sucessivas. Já o último “Hercules” levado aos cinemas foi o dos Estúdios Disney, em 1997.

A versão que inicia a disputa hercúlea estreia nesta sexta-feira na América do Norte e no dia 7 de fevereiro no Brasil, e traz o ator americano Kellan Lutz em seu primeiro grande papel, após ter interpretado o adolescente vampiro Emmett Cullen na saga “Crepúsculo”.

Dirigido pelo veterano Renny Harlin (“Duro de Matar 2”, “Risco Total”, “O Exorcista: O Início”), “Hercules: A origem da lenda” retrata um jovem semideus, que ignora a sua ascendência divina e que é vendido como escravo e deve lutar para recuperar seu reino.

“A lenda de Hércules narrada no filme é uma das histórias, mas há muitas outras”, disse Kellan Lutz recentemente a um grupo de jornalistas em Beverly Hills.

“Eu estava bem preparado para este papel, graças a minha educação e meu conhecimento da mitologia grega”, contou o ator, de 28 anos, um grande fã da mitologia.

“Já estudei muito sobre o assunto, porque eu adorava. Li ‘A Ilíada’ e ‘Odisseia’ antes mesmo de constar no meu programa escolar”, ressaltou.

Hércules, Tarzan e He-Man foram os personagens que ele mais admirou em sua infância e agora dar vida ao semideus é “um sonho tornado realidade”, acrescentou.

“Quando eu era pequeno, passava a maior parte do tempo sozinho e usava muito a minha imaginação para recriar os mundos de Tarzan, Mogli, Hércules. Criei o meu próprio universo de fantasia e, para mim, Hércules é o primeiro herói”.

Kellan Lutz, que quis integrar a força especial americana Navy Seals, mas que precisou desistir dessa ambição a pedido de sua mãe, defende sua predileção para os papeis de homens musculosos e trabalhados, com suas diversas cicatrizes ganhadas em acidentes.

“Não tenho tatuagens, mas considero as minhas cicatrizes como uma espécie de recordação. É o meu corpo que conta a minha história”, declarou.

Para interpretar Hércules, Lutz praticamente não precisou usar um dublê. “Tinha um dublê que estava comigo o tempo todo, mas deve ter se aborrecido porque eu fiz quase tudo sozinho. Praticamente 99% das cenas”, disse.

“Em ‘Hércules’, eu apareço em quase todos os planos. Essa é a grande diferença de ‘Crepúsculo’, onde sempre queria fazer mais, mas o roteiro não me permitia”, revela.

“Eu amo estar em cena, o tempo passa rápido. Já quando se passa a maior parte do tempo no camarim, como aconteceu com ‘Crepúsculo’, o tempo passa lentamente”.

Distribuído pelo estudo Summit e com um orçamento estimado em US$ 70 milhões, o “Hercules” de Lutz é o primeiro a chegar aos cinemas este ano.

No verão americano, o estúdio Paramount irá apresentar a sua versão, com Brett Ratner por trás das câmeras e Dwayne “The Rock” Johnson, um ator experiente com filmes de ação, no papel principal.

Este último, aos 41 anos, interpretará uma versão mais madura do semideus, depois ter cumprido os 12 trabalhos.

Nos dois casos, o sucesso nas salas de cinema será defino se os estúdios, muito aficionados aos filmes de super-heróis, decidirem fazer uma sequência. Mas é provável que apenas uma das versões – a melhor – supere este desafio.