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Grupo sai do Whats, vai para as ruas e promete ensaio mensal aberto de bateristas

Quem caminhava ontem à noite pelo Parque das Nações Indígenas, ou nos Altos da Afonso Pena, foi surpreendido por um verdadeiro concerto de bateristas. Próximo à Cidade do Natal, cerca de 60 profissionais se reuniram e se revezaram entre as 13 baterias que foram colocadas lado a lado formando um único círculo. O grupo que […]

Arquivo Publicado em 16/09/2014, às 19h51

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Quem caminhava ontem à noite pelo Parque das Nações Indígenas, ou nos Altos da Afonso Pena, foi surpreendido por um verdadeiro concerto de bateristas. Próximo à Cidade do Natal, cerca de 60 profissionais se reuniram e se revezaram entre as 13 baterias que foram colocadas lado a lado formando um único círculo.

O grupo que saiu do WhatsApp e invadiu o calçadão do Parque das Nações colocou todo mundo no ritmo da batida do maracatu, do rock, do jazz e de muitos outros estilos. A proposta é fazer barulho e batucar pelo menos uma vez por mês e mostrar que Campo Grande está cheia de profissionais da melhor qualidade.

Os bateristas que fizeram o som no improviso encantaram e não faltaram pessoas parando para ouvir a música e sentir o coração bater no ritmo da baqueta.

Caminhando pelo parque, Maria Cristina de Oliveira, de 25 anos, estudante, não resistiu e parou. “Nossa muito legal. Escutei o som e vim no ritmo ver o que era”, contava enquanto o corpo mexia ao som dos tambores.

Encantada, ela falou que gostaria de ver mais vezes os meninos tocarem. “Adorei. Poderiam fazer isso sempre”, disse.

E a ideia, segundo um dos organizadores do ensaio aberto, Nini de Castro, de 32 anos, é exatamente esta. Ele contou que este tipo de projeto, onde os músicos de um mesmo instrumento se reúnem para tocar é muito comum em grandes cidades, e eles, estão querendo disseminar o movimento por aqui.

O baterista, que hoje toca com a dupla Léo Verão e Daniel Freitas, contou que o projeto vai além de fazer um som maneiro e mostrar o trabalho deles para as pessoas. “O objetivo é ser um grupo de estudo, onde os bateristas possam se reunir, trocar ideias, informações e de quebra mostrar tudo isso em um grande ensaio para todos. Todos reunidos fazendo um só som”, disse.

Ex-baterista da banda do Michel Teló, o baterista Bolha, que hoje trabalha alugando baterias, contou que o grupo surgiu há muito tempo, ainda na época do Orkut, depois eles se mantiveram em contato no Fecebook, e hoje a conversa é mais rápida pelo WhatsApp. “Criamos o grupo ‘Bateras de CG’ e lá fomos reunindo os profissionais. No inicio éramos 20 caras que tocam e são amigos, depois foi aumentando e hoje somos cerca de 50”, contou.

No ensaio de ontem, além da galera do grupo, outros bateristas foram chamando amigos, também bateristas, e pelo menos uns 60 profissionais se revezaram no ensaio que mais parecia um grande show.

Do Bando do Velho Jack, João Bosco Pereira de Melo, de 56 anos, era um dos veteranos. Ele foi ao ensaio a convite do amigo Bolha e se mostrou maravilhado com tudo. “Tocar todo mundo junto, aprender mais, sentir esse jam maravilhoso que está rolando aqui é incrível”, afirmou.

Bruno Mendes, de 25 anos, que toca com a dupla Munhoz e Mariano, uma das mais famosas da atualidade, também disse estar emocionado com tudo que rolou. “Nossa a melhor sensação que eu poderia sentir”, disse.

Ele disse que quando se fala em música, principalmente bateria, muita gente não leva a sério, e não encara como profissão. E que este movimento que eles estão nutrindo vem mostrar que eles estão unidos não só pelo amor a musica, como também para fomentar a profissão. “É uma forma de melhorarmos a cena dos bateristas de Campo Grande. Mostrar que estamos unidos e que todo mundo é amigo”, contou.

Pela mistura de ritmos, e também pelos diferentes projetos que cada um tem, fica claro que entre eles não há rixa. “Aqui todo mundo toca. Tem gente começando, gente que é profissional, que vive de música. Bateristas que tocam com duplas sertanejas, em bandas de rock. De tudo. Aqui todo mundo é parceria”, completou Bolha.

Tocando com a dupla Kid e Kenner, Maykon Scudeller, de 26 anos, finalizou lembrando que há muito eles pensam fazer esse movimento e que agora vão se comprometer a dar encaminhamento e por a galera para tocar e encantar o público. “Faz horas que tem quer ter. tivemos uns ensaios. Rolaram dois, um há 5 anos e outro há 2. Mas queremos fazer isso sempre”, contou.

Jornal Midiamax