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Greenpeace faz sátira com presidenciáveis, Lula e Marina

O Greenpeace criou uma maneira diferente de cobrar e satirizar os três principais candidatos à presidência da República, Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), principalmente na bandeira defendida pela instituição. Nesta segunda-feira, a organização apresentou um programa semanal chamado “Camarim dos candidatos”, que terá os personagens Dilma Ruchefa, Aé...

Arquivo Publicado em 12/08/2014, às 13h04

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O Greenpeace criou uma maneira diferente de cobrar e satirizar os três principais candidatos à presidência da República, Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), principalmente na bandeira defendida pela instituição.


Nesta segunda-feira, a organização apresentou um programa semanal chamado “Camarim dos candidatos”, que terá os personagens Dilma Ruchefa, Aécio das Neves e Eduardo dos Campos, além de Marina da Selva e Lola. De acordo com o Greenpeace, a ideia é “quebrar com humor politicamente incorreto o marasmo e a mesmice dos discursos eleitoreiros dos candidatos em seus programas televisivos”.


Serão 16 programas que contarão com direção e roteiro de Tadeu Jungle e Fernando Salem, além de bonecos criados por Fernando Gomes, responsável pelos personagens do programa Cocoricó, da TV Cultura.


“Pensamos nesse projeto para trabalhar com as eleições. O Greenpeace usou o período eleitoral para tentar pressionar candidatos a considerar os nossos assuntos e pautas que são muito esquecidas quando não totalmente irrelevantes no discurso e principalmente na prática dos candidatos”, afirmou Marcio Astrini, coordenador de campanha da instituição.


De acordo com Astrini, o programa é uma maneira de atingir diferentes públicos, já que os vídeos serão publicados na internet com duração de cerca de 5 minutos cada.


“Decidimos criar um projeto que trabalhasse um pouco mais organizado com esses candidatos, mas que não fosse só pedir pro candidato assinar pra cobrarmos depois. Criamos novas metodologias de comunicação para pedir ao público e ao eleitor para cobrar esses candidatos. Pra isso tivemos que inventar novas maneiras que ainda não tínhamos trabalhado. Criamos novas plataformas, mas também temos que fazer o tradicional. São propostas concretas que esperamos que as pessoas se interessem para fazer pressão”, disse um dos idealizadores do programa.


O “Camarim dos Candidatos” critica os três principais postulantes à presidência, uns com um tom um pouco mais agressivo e outros nem tanto. “O camarim é aquele lugar fictício onde eles se encontram antes do debate. Mas, nesse camarim, todos estão no mesmo local, juntos. Eles podem interagir. Eles dialogam, brincam, cantam”, disse Tadeu Jungle.


No caso da candidata à reeleição Dilma Rousseff, a apresentação do programa cita as torturas sofridas pela petista na época da ditadura. Na música, Dilma Ruchefa pede votos. “Se liga no meu popô, há quatro anos ele esquenta uma cadeira do planalto feita só pra presidenta”. Enquanto isso, os adversários políticos no programa falam que a presidente é o “popô do camarim” e a chama de “Popozão”.


Já no caso de Aécio Neves, a crítica coloca o senador como um verdadeiro boêmio. Com um copo na mão ele diz que o “melhor agronegócio é mexer com álcool” e que em seu governo o Brasil vai ser o “país do Carnaval e do canavial”. Já os adversários dizem que o “tucano é bom de bico, mineirinho e pagadô”.


As críticas a Eduardo Campos e sua vice Marina Silva têm a ver com o fato da parceria entre eles. “Meu querido Eduardo agora nós somos um. Unidos no mesmo corpo, cabeça tronco e bumbum. Pra camada de ozônio será apenas um pum”, canta Marina da Selva. Quando questionado sobre o teor das brincadeiras, Márcio disse não acreditar na rejeição dos candidatos e que eles deveriam aproveitar os vídeos.


“Não tememos. A atuação do Greenpeace está passível de sofrer processo. A gente acha que não vai sofrer. Esperamos que eles até aproveitem para conversar com um público que eles dificilmente conversariam. Acho que as pessoas estão um pouco cheias de ter tanta promessa, quantidade de discurso ininteligível e até isso não é cumprido depois. Estamos provocando os candidatos, abrindo espaço até para eles participarem”, disse. “É uma forma de fazer humor. Eles estão passíveis disso”.

Jornal Midiamax