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Governo recria camisa polêmica e rebate Adidas com ufanismo

O governo federal, através da conta do Ministério do Esporte no Twitter, rebateu as polêmicas camisas que estavam sendo vendidas pela Adidas nos Estados Unidos, que fazem referência ao Brasil com conotações sexuais. A controvérsia fez com que a Adidas cancelasse a comercialização dos produtos. “O Brasil é sensacional e nós amamos esse país!”, diz […]

Arquivo Publicado em 26/02/2014, às 18h10

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O governo federal, através da conta do Ministério do Esporte no Twitter, rebateu as polêmicas camisas que estavam sendo vendidas pela Adidas nos Estados Unidos, que fazem referência ao Brasil com conotações sexuais. A controvérsia fez com que a Adidas cancelasse a comercialização dos produtos.

“O Brasil é sensacional e nós amamos esse país!”, diz o post do Ministério do Esporte, junto com a hashtag “Brasil é muito mais” e imagens com os dizeres “eu amo o Brasil” e “nós amamos o Brasil”, em inglês, que aludem às polêmicas camisetas.

A primeira imagem diz respeito à camiseta de cor verde onde, originalmente, o coração tinha o formato de um bumbum de biquíni – na mensagem do Ministério do Esporte, o biquíni foi transformado em um sorriso.

A segunda imagem troca a mensagem “lookin’ to score” – que pode ser traduzida como “buscando gols”, mas que também pode ser uma alusão a “pegar garotas” – pela frase “nós amamos o Brasil”. A imagem de uma garota de biquíni foi substituída pela de uma baiana tradicional, sem conotações sexuais.

Na terça-feira, a presidente da República, Dilma Rousseff, havia indicado, também no Twitter, ter ficado contrariada com a campanha. “O Brasil está feliz em receber turistas que chegarão para a Copa, mas também está pronto para combater o turismo sexual”, disse a presidente.

No mesmo dia, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência publicou uma nota de repúdio à “confecção de camisetas com ilustrações de cunho sexual associado às cores e aos símbolos do Brasil”.

Mais tarde, a Adidas cancelou a comercialização das camisas e disse acompanhar “de perto” a opinião de seus consumidores e parceiros. “É importante frisar que trata-se de uma edição limitada que estaria disponível apenas para os Estados Unidos”, ressalta a nota da empresa alemã.

Jornal Midiamax