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Governador reconhece que MS pode perder fábrica de celulose de R$ 8 bilhões

Diante da batalha judicial entre o grupo J&F, que controla o frigorífico JBS e a Eldorado Brasil, e o ex-sócio Mário Celso Lopes, o governador André Puccinelli admitiu, há pouco, que Mato Grosso do Sul pode perder a fábrica de celulose que se instalaria em Ribas do Rio Pardo. O chefe do Executivo participa de […]

Arquivo Publicado em 07/03/2014, às 11h59

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Diante da batalha judicial entre o grupo J&F, que controla o frigorífico JBS e a Eldorado Brasil, e o ex-sócio Mário Celso Lopes, o governador André Puccinelli admitiu, há pouco, que Mato Grosso do Sul pode perder a fábrica de celulose que se instalaria em Ribas do Rio Pardo. O chefe do Executivo participa de solenidade de formatura de sargentos, no Palácio Tiradentes, sede do Comando-Geral da Polícia Militar, no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Puccinelli usou números para demonstrar a importância da nova fábrica. Ele confirmou que o investimento seria de R$ 8 bilhões com a construção da fábrica. Além disso, lembrou o governador, ela produziria 2 milhões de toneladas por ano de pasta de celulose. A fábrica conta com 60 mil hectares de eucaliptos já plantados.

Ele ressaltou ainda que a fábrica já conseguiu um financiamento de R$ 731,5 milhões da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). Ela seria a terceira gigante do setor de celulose em Mato Grosso do Sul, além da Fibria e da Eldorado.

“O problema é jurídico”, resumiu o governador, ao ser questionado sobre o assunto. A J&F quer impedir a abertura da fábrica. O grupo acusa o ex-sócio Mário Celso Lopes de ter descumprido uma cláusula contratual de não concorrência, assinado por ele há dois anos, quando vendeu ao grupo os 25% que tinha na Eldorado Celulose. Na época, Lopes se comprometeu a se abster de qualquer atividade ligada ao mercado de celulose por dez anos.

Mas Mário Celso Lopes estaria agora usando o fundo MCL, do qual é cotista, para abrir a fábrica de celulose, através de uma empresa chamada CRPE Holding. O caso corre na Justiça paulista.

Jornal Midiamax