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Golpe de R$ 1,5 milhão em torcedores de MS foi aplicado por agência sem credencial, diz Fifa

Pelo menos 515 consumidores de Mato Grosso do Sul foram lesados em aproximadamente R$ 1,5 milhão em compra de ingressos para assistirem aos jogos da Copa do Mundo. A responsável por emitir estes passaportes seria a agência MDX Tours carioca. O caso está sendo apurado pela Dedfaz (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, […]

Arquivo Publicado em 11/06/2014, às 13h15

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Pelo menos 515 consumidores de Mato Grosso do Sul foram lesados em aproximadamente R$ 1,5 milhão em compra de ingressos para assistirem aos jogos da Copa do Mundo. A responsável por emitir estes passaportes seria a agência MDX Tours carioca. O caso está sendo apurado pela Dedfaz (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários) de Campo Grande em parceria com a Decon (Delegacia de Crimes contra o Consumidor e a Economia Popular) do Rio de Janeiro.


“Foram três agências de Mato Grosso do Sul que tiveram seus clientes lesados pela compra de aproximadamente 700 ingressos, sendo a maioria deles para assistir à abertura da Copa ou à final. Esses passaportes deveriam ser entregues nominados a cada um destes consumidores no mês de maio, como combinado, mas o caso foi sendo adiado e o golpe só foi percebido agora, às vésperas do início do evento”, explica a delegada da Dedfaz responsável pelo caso em Campo Grande, Fernanda Felix Carvalho Mendes.


Ela conta que fará todas as apurações por aqui e encaminhará os relatórios à unidade do Rio de Janeiro. “Como o crime aconteceu naquele Estado, há a necessidade de ele ser apurado pelas autoridades de lá, por conta disso, mas faremos a nossa parte de colher as informações de como isso procedeu por aqui, quanto foram lesados esses consumidores e como foi a negociação das agências locais com a MDX carioca”, fala Fernanda.


A delegada ressalta que o responsável pela empresa MDX não foi localizado. “Com a aproximação dos jogos, as agências sul-mato-grossenses e de outros Estados não conseguiram mais contato com eles, pois a Decon do Rio de Janeiro apurou que não foram apenas os clientes destas três empresas de Campo Grande que caíram neste golpe”, comenta.


Além disso, Fernanda revela que a empresa MDX não tinha autorização para vender os ingressos da Copa. “Uma nota oficial da Fifa já havia sido emitida para a Decon do Rio de Janeiro falando que esta empresa não é credenciada para fazer este tipo de venda e o evento não tem qualquer tipo de ligação ou vínculo com ela”, afirma.


Jornal Midiamax