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Globo é criticada por ignorar patrocinadores; CBV desconversa

A demanda dos jogadores por melhorias no vôlei nacional começa a causar movimentação na Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A entidade que comanda o esporte no País já se mexe em busca de mudanças para a modalidade e promete novidades, principalmente quanto à questão dos patrocínios, para breve – uma reunião com a Rede Globo […]

Arquivo Publicado em 25/02/2014, às 13h27

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A demanda dos jogadores por melhorias no vôlei nacional começa a causar movimentação na Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A entidade que comanda o esporte no País já se mexe em busca de mudanças para a modalidade e promete novidades, principalmente quanto à questão dos patrocínios, para breve – uma reunião com a Rede Globo foi feita recentemente, mas a questão do nome dos patrocinadores, eternamente criticada por atletas, dirigentes e empresários, não entrou em pauta.

“Tive uma reunião com o marketing da Globo e um dos assuntos discutidos eram as propriedades de quadra. A reunião foi boa, a Globo viu com bons olhos para chegar em um denominador comum, uma posição que fique confortável para todos os clubes como também para o campeonato”, comentou ao Terra Renan Dal Zotto, gestor de marketing da CBV e do comitê organizador da Superliga.

Atualmente, quase todas as propriedades de quadra – como placas de publicidade (com exceção do fundo de quadra), adesivos, postes, uniformes de árbitro e gandulas, entre outras – pertencem à CBV. Tais publicidades entram em um “Pacote Superliga”, comercializado pela entidade com a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão. Os clubes ficam com o patrocínio no nome da equipe e no uniforme, além de placas no fundo de quadra. Muito pouco, na visão de jogadores, que pedem mais publicidade nas mãos das equipes que defendem.

Um ponto crítico também questionado por clubes e atletas é o fato da emissora que compra os direitos da Superliga, no caso o grupo Globo, não falar o nome das equipes em transmissões de jogos. A CBV, contudo, faz vista grossa para a demanda de seus filiados e diz que o assunto nem entrou em pauta nas reuniões recentes com o conglomerado de comunicação.

“Isso não quero entrar no mérito. Isso é uma regra do jogo que não mudou, todo mundo que entra no voleibol já sabe: funciona desta maneira. É uma coisa que ficou já convencionada e nem entrou em pauta. Isso é uma discussão muito maior que não vai se decidir, não vai ser de uma hora para outra”, disse Dal Zotto. Procurada pelo Terra, a Globo não respondeu sobre o assunto até a publicação desta reportagem.

Outro fato que causou revolta recente dos atletas contra a televisão foi a decisão da Rede Globo de não transmitir a final da Copa do Brasil para todo o território brasileiro – o Estado de São Paulo assistiu ao jogo Santos x Corinthians, pela final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Na época, jogadores como William e Éder reclamaram publicamente, por redes sociais contra a atitude da emissora. A crítica dos jogadores, feito por Éder pelo Twitter e por Thiago Sens ao Terra, é de que a CBV aceita todas as condições que a Globo impõe.

Apesar de esbarrar em contratos, a CBV já mostra, com reuniões recentes, estar em busca de uma resposta às demandas dos jogadores. Além da reunião com a Globo por mudanças na divisão de patrocínios da entidade, a federação também já começa a pensar também em mudanças no rankeamento dos times para tentar deixar a Superliga mais parelha, outra reclamação dos atletas, mas já avisa: “o fator financeiro sempre vai pesar neste sentido”.

Jornal Midiamax