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Funcionária do Ministério da Saúde é presa em Campo Grande pela PF após pedir propina

Uma funcionária do Ministério da Saúde foi presa pela PF (Polícia Federal) de Campo Grande, após fazer um pedido de propina ao diretor-presidente do Hospital do Câncer Alfredo Abrão de Campo Grande. O flagrante aconteceu entre a noite de segunda-feira (16) e madrugada de terça-feira (17), após o desembarque dela na capital sul-mato-grossense. O nome […]

Arquivo Publicado em 18/06/2014, às 16h10

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Uma funcionária do Ministério da Saúde foi presa pela PF (Polícia Federal) de Campo Grande, após fazer um pedido de propina ao diretor-presidente do Hospital do Câncer Alfredo Abrão de Campo Grande. O flagrante aconteceu entre a noite de segunda-feira (16) e madrugada de terça-feira (17), após o desembarque dela na capital sul-mato-grossense. O nome dela não foi divulgado.


A prisão faz parte da Operação Lantire e iniciou após o diretor Carlos Coimbra procurar a PF para denunciar que ele estava sendo “aliciado” pela funcionária do Ministério da Saúde de Brasília. Ele foi até a superintendência da PF localizada em Campo Grande e falou que estava sendo vítima de pedido de propina por parte de funcionária.


Na denúncia, ele contou que ela é ligada ao Ministério da Saúde em Brasília-DF, a qual condicionou o repasse de verbas públicas federais oriundas de emendas parlamentares e a compra de um acelerador linear pelo Ministério da Saúde ao Hospital do Câncer, como pagamento de propinas, embora o hospital tivesse atendido os requisitos previstos em lei para obter tais recursos e tal aparelho para radioterapia.


Além disso, a funcionária suspeita solicitou que Carlos Coimbra fizesse o pagamento das propinas por depósito em conta bancária de laranja, posteriormente identificado pela Polícia Federal como sendo o pai de ex-namorado dela.


Com isso, houve a autorização judicial concedida pelo juiz Federal Odilon de Oliveira, da 3ª Vara Federal de Campo Grande, a Polícia Federal que passou a monitorar os passos da funcionária.


Também com base em autorização judicial, Carlos Coimbra disponibilizou recursos pessoais dele para o pagamento parcial da propina solicitada, a fim de que a Polícia Federal pudesse rastrear o destino dado ao dinheiro entregue a mulher.


Na noite de segunda-feira (16), a mulher veio de Brasília a Campo Grande para cobrar o recebimento do restante da propina. Toda a conversa ocorrida entre ela e Carlos Coimbra foi filmada e acompanhada em tempo real pela Polícia Federal em uma sala no Hospital do Câncer, ao lado do local onde o casal conversava.


Ela foi presa em flagrante no momento em que recebeu vários cheques de Carlos Coimbra. Na Superintendência de Polícia Federal a funcionária alegou que atuou sozinha e que não há envolvimento de outras pessoas nos crimes. Conforme a assessoria de imprensa da PF, a investigação ainda prossegue.




Jornal Midiamax