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França inicia coleta inédita dos DNAs em escola para desvendar estupro de uma aluna

Uma vasta e inédita operação de coleta de amostras de DNA de 527 homens começou nesta segunda-feira (14) em uma escola de ensino médio na França com o objetivo de encontrar o estuprador de uma aluna. A coleta geral de DNA, uma medida inusitada em um estabelecimento escolar, vai prosseguir até quarta-feira (16) no colégio […]

Arquivo Publicado em 14/04/2014, às 14h56

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Uma vasta e inédita operação de coleta de amostras de DNA de 527 homens começou nesta segunda-feira (14) em uma escola de ensino médio na França com o objetivo de encontrar o estuprador de uma aluna.

A coleta geral de DNA, uma medida inusitada em um estabelecimento escolar, vai prosseguir até quarta-feira (16) no colégio católico Fenelon-Notre Dame de La Rochelle (oeste), indicou a procuradora Isabelle Pegenelle.

Os alunos desta escola de 1.300 estudantes receberam no fim de semana uma convocação para realizar os testes de DNA. Para os menores de idade, é necessário um duplo consentimento, do jovem e de seus pais.

A submissão a testes de DNA não é legalmente obrigatória na França. Em caso de negativa, não é possível obrigar as pessoas a fazê-lo. No entanto, “as pessoas que se negam a realizá-lo passam a ser potenciais suspeitas, para as quais é possível pedir uma prisão preventiva para interrogatório ou uma busca”, advertiu.

Nesta segunda-feira, a maior parte dos alunos da escola não pareciam preocupados com a ideia de se submeter a um teste de DNA, que será realizado por policiais à paisana.

“Ao menos isso reduzirá o problema”, declarou um aluno de 17 anos.

“O que é chocante é que tenha ocorrido um estupro (…) Não se sabe quem é o culpado, mas não vamos cair na psicose”, declarou outro aluno, enquanto outros estudantes diziam lamentar o fato de saberem do ocorrido apenas vários meses depois.

O crime ocorreu no dia 30 de setembro de 2013. Uma aluna foi estuprada no banheiro da escola quando as luzes haviam se apagado, o que fez com que não conseguisse identificar o agressor. Mas a polícia encontrou uma marca de DNA masculino em sua roupa.

A coleta de amostras de DNA envolve todos os homens que estavam presentes no estabelecimento no dia, ou seja, 475 alunos, 31 professores e 21 membros da equipe técnica ou exterior ao colégio. O objetivo é comparar estas 527 amostras com o DNA não identificado.

Jornal Midiamax