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Fifa coloca Itaquerão como maior desafio da Copa, e entrega será em maio

O presidente da Uefa e membro do Comitê Executivo da Fifa, Michel Platini, reconheceu que o Itaquerão tornou-se o maior desafio da organização da Copa do Mundo-2014. Essa opinião foi expressada após ele participar da reunião do comitê organizador do Mundial em que estava presente a cúpula da federação internacional e os representantes do COL […]

Arquivo Publicado em 18/03/2014, às 13h52

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O presidente da Uefa e membro do Comitê Executivo da Fifa, Michel Platini, reconheceu que o Itaquerão tornou-se o maior desafio da organização da Copa do Mundo-2014. Essa opinião foi expressada após ele participar da reunião do comitê organizador do Mundial em que estava presente a cúpula da federação internacional e os representantes do COL (Comitê Organizador Local), em Zurique.


Ficou claro no encontro que o estádio será, sim, entregue pelo Corinthians e pela Odebrecht em maio. O COL ainda tem esperança de recebe-lo em abril. Oficialmente, a Fifa não comentou reportagem da “Folha de S. Paulo” que mostra que em em abril haverá diversos itens inacabados. Mas o discurso dentro da entidade é de esperar o estádio apenas para maio.


Durante a reunião, foram apresentados como principais problemas a serem resolvidos no estádio corintiano as estruturas complementares e também determinar o número de assentos disponíveis para o público. Para isso, é necessário acabar todas as instalações para contar os lugares para venda de ingressos. Apesar da preocupação, Platini não vê o caso do Brasil como diferente de outras edições da Copa porque entende que tudo costuma ser preparado no prazo final dos eventos.


“Há questões sobre o número de assentos. A Fifa quer saber exatamente quantos são, e as estruturas complementares. Ninguém quer pagar”, admitiu Platini. “Mas toda a Copa do Mundo é assim. Na Itália, havia pinturas sendo feitas pouco antes da abertura. No final, vai dar tudo certo”


Ele atribui os atrasos no Itaquerão a questões jurídicas surgidas por conta do acidente de novembro de 2013, que matou dois operários. Isso causou atrasos na construção. De fato, houve impedimento de usar guindastes durante determinado período e paralisações das obras na área leste. No momento, essas questões estão superadas. Mas também há problemas relacionados ao empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), ainda não liberado.


Questionado, o diretor executivo do COL, Ricardo Trade, ainda demonstrou otimismo com a entrega em abril do Itaquerão. Ele afirmou que fala frequentemente com Andrés Sanchez, responsável do Corinthians pela obra, que não manifestou a ele a possibilidade de entrega atrasada de vários itens como a cobertura, como publicado pela “Folha de S. Paulo”.


“Somos bons (brasileiros) em entregar no final. No final, acho que tudo vai ficar pronto”, afirmou o diretor-executivo do Comitê Executivo, Ricardo Trade. “Ainda acredito que pode ficar pronto em abril.”


A questão do pagamento das estruturas complementares é outra preocupação. Segundo Trade, no momento, ainda não se sabe quem vai pagar pelo item em São Paulo. A prefeitura e o governo do Estado já negaram qualquer recurso para esse fim. Enquanto isso, o Corinthians deu declarações contraditórias, uma hora admite sua responsabilidade contratual para pagar, e em outra fala em encontrar parceiros comerciais para viabilizar esses itens.


Por conta da proximidade da Copa, e dos problemas, o Brasil-2014 foi quase o tema único da reunião desta manhã. Falou-se durante duas horas sobre o próximo Mundial e houve apenas alguns minutos dedicados à Rússia-2018 e ao Qatar-2022.

Jornal Midiamax