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Feriadão de carnaval superlotou delegacias em Campo Grande e agentes estão preocupados

A superlotação em celas de delegacias de Campo Grande já não é novidade,mas no período de carnaval a situação se agravou e causou preocupação nos agentes que trabalharam em regime de plantão. Desde a última sexta-feira (28) os presos em flagrante eram levados para as Delegacias de Pronto Atendimento Comunitário- Depacs da Capital. Na delegacia […]

Arquivo Publicado em 05/03/2014, às 12h40

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A superlotação em celas de delegacias de Campo Grande já não é novidade,mas no período de carnaval a situação se agravou e causou preocupação nos agentes que trabalharam em regime de plantão.

Desde a última sexta-feira (28) os presos em flagrante eram levados para as Delegacias de Pronto Atendimento Comunitário- Depacs da Capital.

Na delegacia do bairro Piratininga, até a manhã desta quarta-feira (5) 20 presos dividiam espaço nas duas celas existentes, enquanto na unidade do centro a situação era mais complicada, com 30 presos “depositados” nas duas celas disponíveis.

Para cuidar de todo este pessoal foram designados, em cada delegacia, quatro agentes e um delegado. Neste período de carnaval ainda houve o reforço dos alunos do curso de delegado. “Mas se tivesse algum problema eles não poderiam fazer nada”, afirmou um dos agentes de plantão.

Um dos reflexos da situação foi sentido no dia 13 de fevereiro, quando os presos da Depac centro tentaram fugir das celas mas foram contidos pelos policiais civis e militares.

A diretoria do Sindicato dos Policiais Civis do Estado- Sinpol, constantemente tem reclamado da situação, alegando o desvio de função dos policiais civis, que acabam  se transformando em agentes penitenciários.

Em nota publicada no site da entidade,no dia 27 de fevereiro, mais uma vez a diretoria do sindicato reclamou.

“As delegacias têm feito papel de presídios, mantendo presos em condições subumanas nas celas… As autoridades ainda não entenderam que as delegacias não são presídios e não tem condições de acolher presos. Além disso, policiais têm sido obrigados a custodiar presos, função essa da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).

Na Polícia Civil falta efetivo, porque com as celas cheias, o policial deixa de investigar casos, para cumprir outras funções que não são suas. Precisamos urgentemente da contratação imediata de 1.400 profissionais…”

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública já se manifestou, afirmando que a construção de novos presídios poderá minimizar o problema, mas os agentes que convivem com o problema praticamente diariamente, pedem por uma solução mais imediata.

Jornal Midiamax