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Fé leva multidão na Capital atrás de alianças escondidas no bolo gigante de Santo Antônio

Uma multidão de fiéis acordou cedo nesta sexta-feira (13) para comer uma fatia do bolo, na Paróquia Santo Antônio, em Campo Grande, na esperança de encontrar uma das 600 alianças. A crença é de que quem encontrar a aliança no bolo vai se casar. Além dessas 600 alianças de bijuteria, há uma de ouro, também […]

Arquivo Publicado em 13/06/2014, às 11h39

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Uma multidão de fiéis acordou cedo nesta sexta-feira (13) para comer uma fatia do bolo, na Paróquia Santo Antônio, em Campo Grande, na esperança de encontrar uma das 600 alianças.

A crença é de que quem encontrar a aliança no bolo vai se casar. Além dessas 600 alianças de bijuteria, há uma de ouro, também dentro do bolo de 16 metros e 950 quilos.


Solteira, Jéssica Vasconcelos, de 24 anos, teve essa felicidade, de encontrar a aliança. “No ano passado em vim com a minha mãe e não encontrei. Eu já estava desiludida, mas agora tive essa alegria”, contou.


As professoras Ivone Diniz e Dayse Centurion tiveram a mesma sorte. Ivone tem 56 anos e é separada. Ela acordou cedo na esperança de conseguir um novo casamento. “É a primeira vez que venho. Estou maravilhada”, disse.


Já Dayse está solteira, por enquanto. Apesar da sorte de encontrar a aliança, ela disse estar levando tudo na brincadeira. “É muito legal, sou muito devota de Santo Antonio”, afirmou.


A cada ano, o bolo de Santo Antônio cresce. “Todos os anos o bolo aumenta em 1 metro. No ano passado tinha 15. Essa tradição acontece desde 2002”, explicou a coordenadora da festa, Sueli Telles.


Casamenteiro – A fama de casamenteiro de Santo Antônio tem uma explicação. Reza a lenda que, em Nápoles (Itália), havia uma moça de uma família que não podia pagar seu dote para casar.


Desesperada, ela rogou ajuda ajoelhada diante de imagem de Santo Antônio. Milagrosamente, o Santo entregou um bilhete e disse para ela procurar um determinado comerciante.


O bilhete dizia que o comerciante desse à moça moedas de prata equivalentes ao peso do papel. O homem não se importou achando que o peso do bilhete era insignificante.


A surpresa foi imensa quando foram necessários 400 escudos de prata para que a balança atingisse o equilíbrio. Nesse momento, o comerciante lembrou-se que outrora havia prometido 400 escudos de prata ao Santo e nunca havia cumprido a promessa.


A jovem pôde, assim, casar-se de acordo com o costume da época.

Jornal Midiamax