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Fazendeiros dizem acreditar que União cumprirá acordo e pagará por terras em conflito

Com a ameaça da retomada das ocupações por parte dos indígenas, os proprietários rurais pedem calma e paciência para que não voltem a acontecer conflitos pela terra. Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Ridel, os acordos estão sendo cumpridos. “Entregamos nossa contraproposta no prazo. Agora […]

Arquivo Publicado em 30/04/2014, às 21h36

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Com a ameaça da retomada das ocupações por parte dos indígenas, os proprietários rurais pedem calma e paciência para que não voltem a acontecer conflitos pela terra. Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Ridel, os acordos estão sendo cumpridos.

“Entregamos nossa contraproposta no prazo. Agora o governo federal avalia e em dois meses conclui o processo. Então vejo que ameaçar é alimentar uma pressão onde todas as partes estão tensas. Para que isso? Todos estão ansiosos, vidas estão em jogo e eu peço é calma para ajudar na conclusão”, argumentou Ridel.

De acordo com o representante dos proprietários rurais, a União tem sido transparente em todo o processo e constantemente o Ministério da Justiça tem informado os dois lados envolvidos sobre o andamento das avaliações.

“A ansiedade é natural em função de não vermos o processo concluído, mas fizemos o levantamento em tempo recorde e esse tipo de postura só me leva a crer que tem gente que não quer que saia acordo, agora quem seja eu não tenho ideia”, criticou.

O prazo final para que a União emita um parecer sobre a contraproposta dos proprietários é de 30 de maio e caso haja acordo, até 30 de junho serão feitas as desapropriações e indenizações de terras que serão entregues aos índios.

Os indígenas relataram ao Midiamax em entrevista hoje que um encontro com todas as etnias existentes no Estado será feito entre 7 e 10 de maio em Miranda, para o planejamento das novas ocupações. Eles não acreditam que o governo federal vai cumprir o prazo, visto que o período vai coincidir com a Copa do Mundo e as pré-eleições.

Jornal Midiamax