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Família de Dayane relembra tortura e morte de jovem por ter se separado de marido agressor

A família da operadora de caixa Dayane Silvestre Uliana, de 26 anos, também participou do Ato Público e relembrou a crueldade em que foi a morte da jovem em janeiro deste ano. “Minha filha foi torturada e morta de forma desumana”, afirma Maria Delnide, mãe da vítima, que atualmente cria o neto de 1 ano […]

Arquivo Publicado em 13/04/2014, às 16h49

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A família da operadora de caixa Dayane Silvestre Uliana, de 26 anos, também participou do Ato Público e relembrou a crueldade em que foi a morte da jovem em janeiro deste ano. “Minha filha foi torturada e morta de forma desumana”, afirma Maria Delnide, mãe da vítima, que atualmente cria o neto de 1 ano e 5 meses. 

“Enquanto ela namorava com ele, tudo eram flores, depois quando resolveu morar junto começou o inferno, mas eu disse para ela não ir, algo me dizia isso”, relembra Maria. 
Durante um ano que morou com Júlio César Martins Ferreira, de 38 anos, ela foi torturada pelo companheiro. “Ele a amarrava, batia nela e estuprava”, diz. 
Enquanto grávida, ela chegou a ser agredida com socos e pontapés. Além disso, o companheiro cortou o pulso dela e a ameaçou de morte, caso ela contasse a verdade. “Ela teve que dizer para algumas pessoas que tinha tentado suicídio, mas para mim, ela nunca contou isso, porque sabia que eu não acreditaria”, revela. 
“Até mesmo dentro do hospital, após ter o filho deles, ele foi grosseiro. Chegou lá a ofendendo e humilhando, dizendo que mulher nenhuma tem de ser respeitada, pois só serve para ir para a cama e quando tem filho, fica de frescura”, fala Maria. 
Após ser agredida pelo companheiro com o filho no colo, ela resolveu denunciá-lo e sair de casa. “Ele apareceu apenas três vezes em casa, atrás do filho. Dava R$ 100 e dizia que era para ajudar nas despesas, porém nos três meses em que ficaram separados, ele aparecia na minha casa direto atrás dela e ameaçava todos de morte, caso ela não voltasse. Nesta época ele não escondia mais que ia lá em casa ver ela e não o filho, tanto que ele não fazia questão e a criança toda vez que o via, chorava e agarrava a gente, não querendo sair do nosso colo”. 
Maria afirma que a filha só aguentou tanto tempo junto do agressor por medo das ameaças. “Ele dizia que ia me matar, ia matar o pai dela, o irmão e assim por diante, por isso ela aguentou calada”, fala e completa “minha filha é uma guerreira, passou por tudo e no segundo dia de trabalho, de uma nova vida, ela foi morta”. 
ENTENDA O CASO 
Dayane foi morta no dia 4 de janeiro, por volta das 19h30min, na esquina da Avenida das Bandeiras com Manoel da Costa Lima, na Vila Piratininga. O ex-marido dela, Júlio César Martins Ferreira, de 38 anos, é apontado pela polícia como o responsável pelos disparos. 
A jovem trafegava pela Avenida Manoel da Costa Lima, dirigindo um Corsa de sua propriedade. Na esquina da Avenida das Bandeiras, uma motocicleta emparelhou com o carro e o garupa atirou duas vezes, fugindo em seguida. 
Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada à unidade de saúde do Bairro Guanandi, mas não resistiu aos ferimentos. Uma testemunha que passava pelo local, anotou a placa da moto e forneceu à polícia. O veículo está registrado em nome da própria vítima e estava de posse de seu ex-marido.
Jornal Midiamax