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Família corumbaense vem para a Capital em busca de vida melhor, mas sonho vira pesadelo

Em busca de uma vida melhor para a família, Rosimeire Gonçalves Almeida da Cruz, de 38 anos, resolveu sair de sua cidade natal, Corumbá, e tentar a sorte em Campo Grande. Há uma semana que a família chegou à cidade e o sonho se transformou em pesadelo. De acordo com Rosimeire, desde o dia de […]

Arquivo Publicado em 27/02/2014, às 15h31

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Em busca de uma vida melhor para a família, Rosimeire Gonçalves Almeida da Cruz, de 38 anos, resolveu sair de sua cidade natal, Corumbá, e tentar a sorte em Campo Grande.

Há uma semana que a família chegou à cidade e o sonho se transformou em pesadelo. De acordo com Rosimeire, desde o dia de sua chegada à Capital não conseguiu alugar uma casa para abrigar a família.

Ela conta que foram dias atrás de uma residência para alugar, mas sempre o empecilho é o mesmo: os filhos. A corumbaense diz que sempre que encontra um lugar o proprietário pergunta se o casal tem filhos e quando a resposta é positiva o dono diz que o imóvel é para pessoas solteiras ou sem filhos.

Rosimeire diz que o marido está trabalhando em uma serralheria e como os filhos ainda não estão na escola não tem como trabalhar, mas ela garante que assim que tudo se ajeitar ela quer trabalhar. “Eu não estou pedindo para morar de favor, porque meu marido está trabalhando e eu só quero um canto para o conforto da minha família”, desabafa.

Outra reclamação da mãe é que os proprietários de imóveis pedem três meses de aluguel adiantado ou um fiador. Ela conta que não tem todo esse dinheiro porque saiu de Corumbá justamente por não ter emprego e veio para Campo Grande para tentar melhorar a situação da família. “Nós viemos de Corumbá porque lá não tem emprego e eu e meu esposo viemos em busca de uma vida melhor que na minha cidade não tenho, é pecado querer o melhor para os filhos?”, indaga.

Atualmente a família se encontra no Centro de Apoio aos Migrantes (Cedami) até encontrar uma casa. Conforme Rosimeire, eles não podem ficar no abrigo por muito tempo por causa do grande fluxo de pessoas que o centro recebe diariamente.

Mãe de três crianças, a Laisna, de um ano e 10 meses, do Erike, de 6, e o Ezechiel, de 7 anos, ela está preocupada com o bem estar dos filhos. “Vim em busca de qualidade de vida para meus filhos, mas não sabia que encontraria aqui tanta dificuldade. Eu quero trabalhar e não importa qual seja o serviço, eu topo qualquer coisa”, desabafa.

Durante a manhã desta quarta-feira (27) ela resolveu procurar ajuda na Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS). Ainda de acordo com Rosimeire, a funcionária que fez o atendimento disse que vai encaminhar a família para outro abrigo até conseguir uma casa para ela. Os meninos serão encaminhados para a escola e a bebezinha, que ainda mama no peito, para um Centro de Educação Infantil (Ceinf).
Rosimeire disse que está feliz com a ajuda da SAS e está pedindo a Deus para que consiga o mais rápido possível um lar. “Eu preciso dar conforto para as crianças, quero apenas um canto para mim e meus filhos”, finaliza.

A família pede para as pessoas que queiram ajudá-la ou que saibam de uma casa para alugar que não precise de adiantamento de aluguel ou fiador entrar em contato com Rosimeire pelo telefone 9184-9517.

Jornal Midiamax