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Família ainda tenta entender morte após vacina e Secretaria de Saúde diz que vai investigar

“Estudiosa, brincalhona, ficava o tempo todo fazendo palhaçada pela casa”. É assim que os pais falam da menina Rebeca Schell Leal de Castro, 9 anos, que morreu na noite do domingo (16), após complicações em decorrência de uma vacina aplicada no Hospital Regional Rosa Pedrossian em Campo Grande. O velório da menina foi realizado na […]

Arquivo Publicado em 17/03/2014, às 21h06

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“Estudiosa, brincalhona, ficava o tempo todo fazendo palhaçada pela casa”. É assim que os pais falam da menina Rebeca Schell Leal de Castro, 9 anos, que morreu na noite do domingo (16), após complicações em decorrência de uma vacina aplicada no Hospital Regional Rosa Pedrossian em Campo Grande.

O velório da menina foi realizado na tarde desta segunda-feira (17), no bairro Guanandi e segundo a mãe, a dona de casa Katia Cristina Santana Shell de Castro, a vacina que teria causado a reação foi a pneumocócica 23, receitada por médicos após a menina retirar o baço em uma cirurgia.

O pai, o vigilante Daniel Leal Peixoto de Castro conta que a família sofreu um grave acidente de carro e por conta do traumatismo, Rebeca precisou retirar o baço. “Ela precisou ficar no Centro de Terapia Intensiva (CTI), tomando medicamentos para produzir plaquetas. Mas na Santa Casa foi tudo excelente. Ela não teve nenhuma sequela neurológica”, diz.

De acordo com os pais, a vacina era a terceira a ser tomada por causa da cirurgia. Dois tipos de vacina já haviam sido aplicadas na Santa Casa, logo após a intervenção, e a terceira, por não ter no hospital, ficou para ser aplicada posteriormente.

Os pais dizem que irão aguardar o laudo do Instituto Médico e de Odontologia Legal (Imol) que vai apurar a causa exata da morte da filha. A princípio, eles dizem acreditar que foi a vacina que causou a morte da menina.

“Ela tomou a vacina à noite, e de madrugada já começou a ficar mal. Com inchaço no braço e muita febre e vômito”, diz a mãe. Nos Hospital Regional, Rebeca não passou por avaliação médica, apenas teve a vacina aplicada por enfermeira. “Já foi chegando e aplicando”, acrescenta Katia. Após o quadro se agravar, a criança chegou a ficar internada na Santa Casa de Campo Grande, mas acabou não resistindo.

Outro lado

O diretor do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, Rodrigo Aquino, explicou que cabe à Secretaria de Estado de Saúde (SES) investigar o que ocorreu para a menina Rebeca vir ter morrido ao tomar uma vacina no Centro de Referência Imunobiológico Especiais (Crie), localizado dentro da unidade hospitalar.

Segundo Aquino, o hospital apenas cede o espaço para o centro e todos os procedimentos adotados não fiscalizados pela SES. “Quem pode falar sobre todos os procedimentos é a secretaria de Estado de Saúde”, afirmou.

Por sua vez, a assessoria de imprensa da SES, afirmou que vai investigar o caso de Rebeca, através da Coordenadoria de Imunização, e que não tem como dar uma resposta ainda porque não sabe o que aconteceu. “Vamos fazer uma levantamento do histórico de vacinação e verificar se há reclamação em relação às aplicações. Até então o Crie não temos registro de reclamações da aplicação nas vacinas. Contudo vamos fazer o levantamento”.

A assessoria ainda revelou que da mesma forma que o Crie aplica vacinas, também atende pacientes que tiveram problemas na aplicação. Não há um prazo para fechar o levantamento.

Jornal Midiamax