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Falta de placas de identificação nas ruas de Campo Grande gera problemas à população

Turistas e moradores enfrentam um sério problema em Campo Grande, se localizar nas ruas e avenidas da cidade. O Midiamax percorreu diversas ruas em bairros da Capital e constatou que é muito difícil trafegar na cidade, principalmente para quem vem de outra localidade, porque não existem placas com os nomes das ruas para facilitar a […]

Arquivo Publicado em 09/03/2014, às 11h36

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Turistas e moradores enfrentam um sério problema em Campo Grande, se localizar nas ruas e avenidas da cidade.

O Midiamax percorreu diversas ruas em bairros da Capital e constatou que é muito difícil trafegar na cidade, principalmente para quem vem de outra localidade, porque não existem placas com os nomes das ruas para facilitar a localização.

Na Vila Sobrinho, próximo a Praça do Papa, uma avenida nova que a Prefeitura fez recentemente está sem nenhuma placa e nem os próprios moradores sabem responder o nome da rua. A única identificação para tentar se localizar é uma placa no final da Rua Dolores e início dessa avenida, e em toda ela sem nenhum tipo de identificação.

Na Rua do Flamengo, no Jardim Panamá, a placa de identificação está afixada em um poste de iluminação no meio da via. No Jardim Aeroporto, a situação não é diferente, a placa da Rua Wanderley Pavão está no meio da quadra e quase escondida pelo matagal.

Já na Rua Guaimbé a placa está afixada na Avenida Júlio de Castilhos, confundindo quem anda pela avenida. Na Rua Timóteo o morador que afixou a placa para ajudar os motoristas que passam pelo local. “Eu coloquei aqui na frente porque não tem como saber qual é o nome da rua e facilitar para as pessoas que passam pelo local”, disse um morador que não quis se identificar.

Quem sofre com essa falta de identificação nas ruas e avenidas de Campo Grande são os taxistas e mototaxistas que precisam improvisar para buscar ou levar os clientes. De acordo com o gerente de uma cooperativa de táxi, Edson Amorim, a empresa teve que investir em GPS (Sistema de Posicionamento Global) para facilitar o trabalho dos associados.

Segundo Amorim, a medida é para facilitar o trabalho e diminuir o tempo perdido que os taxistas gastam procurando se localizar. “Apelamos para o aplicativo porque Campo Grande não tem placas com nomes das ruas, o centro tem só que nos bairros é complicado para achar a ruas. Outra dificuldade também apontada pelos taxistas é em relação à mudança dos nomes a toda hora, os políticos tem que parar com isso”, reclama o gerente.

De acordo com a motorista Maria Altina Campos, de 33 anos, andar por alguns bairros de Campo Grande é quase impossível se não tiver um GPS para auxiliar na localização. “Campo Grande cresceu tanto e o problema da identificação das ruas é antigo, sai prefeito e entra prefeito e ninguém se preocupa em ajudar a população a andar pelas ruas da cidade. Tem região que nem o GPS nos ajuda a transitar pelas vias”, afirma.

Outra categoria que sofre bastante com o problema são os mototaxistas. De acordo com Marcos Figueiredo, há 15 anos na profissão, o problema da identificação nas ruas é muito antigo e dificilmente as autoridades vão resolver. “Entra governo e sai governo e não resolvem o problema, ao contrário só pioram quando mudam o nome da rua para serem homenageados”, aponta.

Ainda de acordo com Figueiredo, como a categoria não tem como implantar GPS por causa do veículo utilizado, a solução é contar com a colaboração de entregadores da região para encontrar a rua procurada. “Quando não encontramos a rua procuramos um entregador de gás ou de supermercados para descobrir o nome das ruas e acharmos o local que procuramos”, conta.

Segundo o mototaxista os mapas não estão atualizados e têm muitas travessas e ruas sem placas com o nome, principalmente bairros novos e mais afastados do centro. “Muita travessa sem nome e os bairro distantes e novos nunca sem encontra o nome da rua o que acaba prejudicando nosso trabalho”, reclama Figueiredo.

Figueiredo afirma para quem chega a Campo Grande dificilmente vai transitar facilmente pelas ruas da cidade porque não tem como saber o nome das vias. “Para as pessoas que chagam aqui é difícil transitar. Aqui mesmo no ponto o que mais passa é gente perdida pedindo informação”, esclarece.

O ponto de mototáxi que fica localizado nas esquinas da Avenida Bandeirantes com a Rua Salgado Filho está sem identificação da via. “Aqui é uma das ruas mais movimentadas da cidade e não tem nenhuma identificação. Acho que deveria ter uma lei em que todas as regiões da cidade deveriam ter um mapa para todos se localizarem melhor, já que não tem placas com nome das ruas mesmo pelo menos facilitaria para todo mundo”, finaliza.

Jornal Midiamax