Geral

Falha humana em programação de máquina pode ter provocado morte de idoso com câncer

Uma falha humana na programação da bomba de infusão pode ter sido o que causou a  morte de Adolfo Coelho de Souza, de 82 anos, paciente do setor de oncologia da Santa Casa de Campo Grande. A informação é da delegada Ana Cláudia Medina, da 1ª Delegacia de Polícia Civil, responsável pelo inquérito que apura […]

Arquivo Publicado em 18/09/2014, às 22h20

None

Uma falha humana na programação da bomba de infusão pode ter sido o que causou a  morte de Adolfo Coelho de Souza, de 82 anos, paciente do setor de oncologia da Santa Casa de Campo Grande. A informação é da delegada Ana Cláudia Medina, da 1ª Delegacia de Polícia Civil, responsável pelo inquérito que apura a morte do idoso e que ouviu o diretor-técnico da Santa Casa de Campo Grande, Luiz Alberto Kanamura na tarde desta quinta-feira (18).


Segundo a delegada, Kanamura informou que a Santa Casa já instaurou uma sindicância para apurar o caso e que segundo o médico, tudo aponta para uma falha na programação da bomba de infusão. O médico disse à delegada que a família teria sido informada desde o início, inclusive da necessidade de fazer uma medicação de apoio.


Sobre a possibilidade de o caso ser tratado como um crime, Ana Cláudia diz que caso seja considerada essa hipótese, será tratado como culposo (sem intenção). “A gente ainda tem que esclarecer os fatos para fechar a nossa conclusão”.


Kanamura apresentou à polícia o nome da enfermeira responsável e de outras pessoas que estão envolvidas no caso desde o início. Devem ser ouvidos os médicos envolvidos no tratamento, a enfermeira responsável, a técnica de enfermagem e a médica da Santa Casa, que estava no lugar de Kanamura, quando ele estava viajando.


Com relação ao aparelho realizado para a infusão do medicamento, a delegada diz que o médico sinalizou que não indicação de defeito na máquina, mas sim, uma falha humana na programação.


Morte


Adolfo morreu possivelmente, por uma superdosagem de medicamentos. A polícia já apurou que foi aplicada no idoso, em duas horas, a medicação para cinco dias de tratamento. A Polícia Civil já ouviu a cuidadora Elza de Oliveira, de 55 anos. Ela acompanhava o idoso durante o tratamento de câncer e foi a primeira a desconfiar que pudesse haver erro no tratamento.


Após prestar depoimento, Elza reafirmou que notou algo errado no medicamento que estava sendo administrado e falou com as enfermeiras, mas foi informada que estava tudo dentro do esperado. Elza foi contratada para acompanhar o idoso por cinco dias, mas acabou ficando 16 dias com ele.

Jornal Midiamax