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Ex-médico da F1 crê em estado vegetativo de Schumacher; assessoria desconversa

A falta de notícias oficiais a respeito do estado de saúde de Michael Schumacher é a maior preocupação do Dr. Gary Hartstein, ex-médico da Fórmula 1. Gary acredita que, baseado na reportagem do jornal alemão Bild, a falta de reação de Schumacher aos estímulos externos podem indicar um estado vegetativo. “Se a resposta motora à […]

Arquivo Publicado em 12/02/2014, às 15h53

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A falta de notícias oficiais a respeito do estado de saúde de Michael Schumacher é a maior preocupação do Dr. Gary Hartstein, ex-médico da Fórmula 1. Gary acredita que, baseado na reportagem do jornal alemão Bild, a falta de reação de Schumacher aos estímulos externos podem indicar um estado vegetativo.


“Se a resposta motora à estímulos externos é uma reação primitiva, temos más notícias, mas ainda assim deixa esperança à certo nível de recuperação. Números? Bom, esse nível de resposta indicaria a persistência de um estado vegetativo, mas, geralmente, 50% desses pacientes acordam, normalmente com um nível de sequela residual”, afirmou o médico.


Contudo, os representantes do piloto procuram desconversar. “Como sempre, a minha resposta é: anúncios sobre a condição de saúde de Schumacher que não sejam feitos pelos seus médicos oficiais ou por sua equipe, precisam ser tratados como especulação”, disse Sabine Kehm, assessora de Schumacher.


As informações passadas pelo médico através de seu blog são, como o próprio diz, baseadas na experiência do mesmo em casos do tipo e em relatos jornalísticos. O próprio Gary acredita que o diário alemão Bild possui uma boa fonte dentro do hospital.


Hartstein também acredita que a diminuição da sedação de Schumacher já deveria ter sido completada e que, se não houvesse um estado vegetativo, o piloto já deveria ter respondido aos estímulos do corpo médico, ainda que não estivesse 100% recuperado.


“Com relação aos remédios usados na UTI, buscamos drogas que são eliminadas rapidamente para permitir ajustes rápidos nos níveis de sedação. Eu acredito que é justo assumir que, nesse ponto, a sedação já foi suspensa por tempo suficiente para não haver resíduos de remédios”, disse Gary.


O médico crê que o sigilo utilizado nas informações sobre o estado de Schumacher causam uma preocupação maior sobre a condição do piloto, visto que, em sua opinião, caso houvesse uma melhora, ela teria sido passada pelo hospital.


“Presumo que, caso tenha havido uma notícia boa, seríamos avisados. Compreendemos a necessidade da família de Michael por sua privacidade, mas ele é uma figura pública, admirada e reverenciada por todo o mundo. Se minha presunção estiver errada e houve uma decisão de reter todas as informações sobre o caso, eu acredito que isso é injusto”, completou Hartstein.

Jornal Midiamax