Espanha tem novo caso de suspeita de ebola

Um homem de nacionalidade nigeriana, que havia retornado recentemente de seu país, apresenta sintomas de ter contraído o vírus ebola e está sob quarentena em Alicante, no sul da Espanha, no primeiro caso de suspeita de ebola no país desde a morte do missionário espanhol que havia retornado a Madrid, no dia 7 de agosto. […]
| 17/08/2014
- 19:33
Espanha tem novo caso de suspeita de ebola

Um homem de nacionalidade nigeriana, que havia retornado recentemente de seu país, apresenta sintomas de ter contraído o vírus ebola e está sob quarentena em Alicante, no sul da Espanha, no primeiro caso de suspeita de ebola no país desde a morte do missionário espanhol que havia retornado a Madrid, no dia 7 de agosto.

Autoridades de Alicante afirmaram que o homem chegou ao hospital com febre. Os médicos constataram que ele apresentava sintomas similares aos do ebola e o conduziram a uma parte isolada para a realização de testes. As autoridades sanitárias afirmam que o paciente apresenta quadro clínico e epidemiológico que pode corresponder à doença. Os resultados das análises deverão ser conhecidos apenas na próxima semana.

Através de comunicado, o Departamento de Saúde da região de Valência afirmou ter ativado de maneira preventiva o protocolo previsto em caso de suspeita do vírus ebola. “O paciente está internado no hospital de San Juan, em estado clínico estável, numa zona isolada”, afirma o comunicado.

Fontes do hospital disseram à agência de notícias DPA que o homem apresentava dois dos critérios que levam a suspeita de ebola. O critério clínico indica que o paciente deve apresentar febre acima de 38,3 graus, hemorragias ou vômito, enquanto o critério epidemiológico requer que a vítima tenha estado numa zona de risco ou tido contato com pessoas infectadas pelo vírus nos últimos 21 dias, que correspondem ao período de incubação.

O paciente explicou que havia retornado recentemente de uma viagem a seu país de origem, onde até o momento já foram confirmados ao menos uma dezena de casos e uma morte. Desde o início da epidemia do vírus que, já causou mais de 1.100 mortes, suspeitos de contaminação foram detectados na Nigéria, em Serra Leoa, na Libéria e na Guiné.

A epidemia na África Ocidental é a mais grave desde a descoberta da doença, em 1976. O vírus é transmitido através do contato direto com o sangue ou fluídos corporais de pessoas ou animais infectados, causando hemorragias graves e pode atingir uma taxa de mortalidade de 90%.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a epidemia do vírus ebola na África Ocidental como uma emergência internacional de saúde e alertou que a doença se espalha com maior rapidez do que a capacidade de controlá-la. Grupos de ajuda afirmaram que os esforços para deter a epidemia têm sido “perigosamente inadequados”.

O ministério da Saúde do Quênia anunciou neste sábado que os passageiros vindos de Serra Leoa, Libéria e Guiné estão proibidos de entrar no país, no intuito de barrar a entrada de pessoas que possam ter contraído o vírus. A Nigéria não foi incluída na lista.

A proibição deverá trazer complicações às viagens pelo continente africano, uma vez que o aeroporto de Nairóbi é um importante ponto de conexão.

A OMS havia recomendado que os países afetados, se possível, evitassem aglomerações de pessoas em grande número e examinassem passageiros com destino a outros países, mas não chegou a recomendar a proibição de viagens pela África Ocidental.

A organização ressaltou que classificar o ebola como uma “emergência de saúde pública em nível internacional” não significa que há risco de o vírus se espalhar pelo mundo, mas sim, que os países devem ficar mais vigilantes.

Na Nigéria, o ministro da Saúde, Onyebuchi Chukwu, anunciou que uma paciente infectada com o vírus seria a primeira pessoa a se curar da contaminação do ebola. A mulher acabou sendo liberada do hospital. Outros cinco pacientes em observação apresentaram melhoras e estão “quase recuperados”, afirmou o ministro.

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