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Em reta final de campanha, Dilma prioriza Sudeste, ignora MS e mais 15 Estados

A agenda da campanha eleitoral revela o peso estratégico das regiões brasileiras no xadrez eleitoral. A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, ignorou Mato Grosso do Sul mais uma vez. Os petistas até tentaram uma agenda da presidenciável, mas acabaram trazendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Desde o dia 6 de […]

Arquivo Publicado em 20/09/2014, às 14h45

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A agenda da campanha eleitoral revela o peso estratégico das regiões brasileiras no xadrez eleitoral. A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, ignorou Mato Grosso do Sul mais uma vez. Os petistas até tentaram uma agenda da presidenciável, mas acabaram trazendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Desde o dia 6 de julho, quando oficialmente foi dada a largada na disputa, a presidente foi quem menos percorreu o País. Segundo o jornal O Globo, Dilma não deu as caras em 16 Estados, incluindo Mato Grosso do Sul. No Centro-Oeste, apenas Goiás teve a presença da petista durante a campanha.


O candidato ao governo, senador Delcídio do Amaral (PT), disse por diversas vezes que estava tentando uma agenda da presidenciável no Estado. Na impossibilidade da vinda de Dilma, os petistas amenizaram a ausência com a presença do ex-presidente, no dia 11 de setembro. Lula tinha vindo à convenção do partido no dia 27 de junho.


Números


Por outro lado, São Paulo foi o mais visitado pela presidenciável. Rio de Janeiro vem em seguida. Nos dois Estados, que juntos representam 37% das agendas, há cerca de cinco milhões de eleitores indecisos, segundo a última pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada ontem.


Uma coisa explica tamanha dedicação aos eleitores paulista e fluminense: a quantidade de indecisos no Rio e em São Paulo é o equivalente a soma de todas as pessoas aptas a votar nos cinco Estados ignorados: Alagoas, Amapá, Roraima, Sergipe e Tocantins.


“É natural a concentração de agendas na Região Sudeste, em especial São Paulo, que desde a entrada de Marina Silva na disputa virou uma grande incógnita em relação ao processo eleitoral. É um eleitorado que não está apenas decepcionado com o governo federal, como também não reconheceu no candidato do PSDB um sucessor dos votos do grupo político que comanda o estado nas últimas duas décadas”, afirmou o pesquisador e cientista político da UFRJ Sandro Corrêa.


A análise de Corrêa se reflete em números. A região mais ignorada pelos presidenciáveis é o Norte do País. Dilma só pisou lá três vezes, sendo que, em duas oportunidades, ela apenas gravou imagens para o horário eleitoral gratuito.


Para o cientista político Ricardo Ismael, da PUC-Rio, o pouco deslocamento da presidenciável é algo natural dentro do atual processo eleitoral onde o maior embate acontece na cobertura da mídia e na propaganda da TV. Para ele, a presidente Dilma não precisa percorrer o País por conta do seu “latifúndio” televisivo.


Em nota, a campanha do PT informou que a adoção de coletiva durante a eleição se deu por “conta da conciliação das atividades como chefe de governo e de Estado”. Eles apontaram ainda que a “ampla base de apoio facilitou” o trabalho da presidente que contou ainda com apoiadores como o ex-presidente Lula.

Jornal Midiamax