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Eleições na Síria são uma ‘farsa’, diz secretário-geral da Otan

As eleições presidenciais desta terça-feira na Síria, afetada por uma guerra civil, são uma “farsa”, afirmou o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen. “As eleições presidenciais sírias são uma farsa, não cumprem os parâmetros internacionais no que diz respeito a eleições livres e transparentes”, disse Rasmussen à imprensa. “Te...

Arquivo Publicado em 03/06/2014, às 11h49

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As eleições presidenciais desta terça-feira na Síria, afetada por uma guerra civil, são uma “farsa”, afirmou o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen.


“As eleições presidenciais sírias são uma farsa, não cumprem os parâmetros internacionais no que diz respeito a eleições livres e transparentes”, disse Rasmussen à imprensa.


“Tenho certeza de que nenhum aliado reconhecerá os resultados das eleições”, completou.


A eleição na Síria deve confirmar o ditador Bashar al-Assad no poder. Um dos motivos é que só deve haver votação nas áreas sob o controle de seu exército, após mais de três anos de uma guerra civil que deixou o país em ruínas.


Cerca de 16 milhões de sírios estão convocados a votar e o presidente só tem como rivais dois candidatos autorizados por ele para tentar legitimar a consulta: o deputado independente Maher Hajjar e o empresário membro da oposição tolerada Hassan al-Nuri.


Os opositores de Assad, incluindo combatentes rebeldes, a oposição política no exílio, potências ocidentais e árabes da região do Golfo Pérsico consideraram a eleição fraudulenta, dizendo que nenhuma votação com credibilidade pode ser realizada em um país no qual amplas partes do território estão fora do controle estatal e milhões de pessoas tiveram de fugir de suas casas.


Insurgentes que lutam para depor Assad aumentaram os ataques em áreas controladas pelo governo durante a preparação da eleição, na tentativa de interromper a votação.


Os colégios eleitorais abriram às 7h (1h em Brasília) em parte da Síria onde Assad continua a governar, e a televisão estatal transmitiu imagens de pessoas fazendo fila para depositar os votos em várias cidades.

Jornal Midiamax