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“Ele estava animado com a mudança de casa”, conta família que perdeu garoto por choque anafilático

Os pais de Heber Caio Ramirez Ribeiro, de 8 anos, ainda estão desolados com a morte do filho que aconteceu na madrugada de sexta-feira(7). A família conta que, a criança estava animada com a mudança de casa.  “Tenho seis filhos, de 18 a 2 anos de idade, apenas o mais velho não mora com a […]

Arquivo Publicado em 09/03/2014, às 14h24

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Os pais de Heber Caio Ramirez Ribeiro, de 8 anos, ainda estão desolados com a morte do filho que aconteceu na madrugada de sexta-feira(7). A família conta que, a criança estava animada com a mudança de casa. 

“Tenho seis filhos, de 18 a 2 anos de idade, apenas o mais velho não mora com a gente lá no Vivendas do Bosque. Além disso, lá em casa moram meus cunhados e mais quatro sobrinhos. Somos muito unidos”, frisa o vigilante Robson Silva Ribeiro, 38 anos, pai de Heber Caio. 
Além disso, ele lembra, que o menino era um dos mais animados com a mudança de casa. “Ele estava feliz, não via a hora de mudarmos para um local maior, com espaço para eles brincarem”, fala.
Tragédia 
Heber, os irmãos e primos estavam brincando no quintal da casa, quando o menino teve um entorse no joelho, na terça-feira (4). “Como qualquer outra criança, ele chorou e parou de brincar, a mãe dele deu pra ele Dipirona e mais tarde vimos que o joelho deu uma inchada”, recorda. 
No dia seguinte, a criança voltou a reclamar de dor e chegou a tomar Dipirona. “Não vi nada de mal, pois se vamos no posto de saúde é isso que o médico receita”, comenta Robson e completa, “não temos condições financeiras para ir em hospital particular, sei que isso não é desculpa, mas já estamos sofremos o suficiente. Tentamos tudo que estava em nosso alcance, pois moramos longe de posto de saúde e dependemos de ônibus”. 
Já na quinta-feira (6), “durante o dia o menino voltou a brincar de novo, até foi ver os cachorrinhos que deram cria. E ainda disse, ‘vai ter espaço na outra casa pra brincarmos, né mãe’”, comenta. 
Naquela noite, a mãe de Heber colocou o colchão do filho próximo da cama, para monitorar a criança.
Na hora de dormir, o menino chegou a tomar meio comprimido do Torsilax. 
Durante a madrugada de sexta-feira a mãe acordou com a criança puxando o lençol. “Ele estava gelado e suando frio. Na hora ela me ligou, mas eu estava no trabalho e não tinha como sair, por mais que quisesse, pois não tenho condução. Então pedi para ligar para o Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência)”. 
Robson contou à reportagem do jornal Midiamax que, a mulher ligou de volta para ele falando que o atendimento do Samu fez um milhão de perguntas e depois terminou a ligação dizendo que o caso da criança não se tratava de urgência médica. “Ele estava passando mal, com manchas roxas e vermelhas pelo corpo, desmaiando, isso é o quê?”, indaga. 
Na tentativa de acalmar a mulher, ele recomendou que ela ligasse para o Corpo de Bombeiros pedindo por socorro. “Eles falaram que iriam, mas estavam esperando viatura, pois não tinha naquela hora. Falei pra ela que já tinha ligado pro meu irmão, e que ele iria me buscar, caso, o bombeiro demorasse”. 
Mais tarde, a mulher ligou desesperada dizendo que o bombeiro ainda estava sem viatura e se o marido estava a caminho. “Foi uma verdadeira saga, que durou mais de uma hora, da primeira ligação, até a hora que meu irmão levou a gente ao posto do Tiradentes. Meu filho chegou desacordado, e o pessoal atendeu rapidamente, mas ele já estava morto”, revela o vigilante. 
A família registrou o caso na Polícia Civil. “Só queria saber qual é o critério de atendimento do Samu, só isso. Não recebi se quer o meu salário e foi por este motivo que não levei meu filho a médico”, frisa.
Jornal Midiamax