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Dólar cai 0,65% ante real com por pesquisa eleitoral

O dólar interrompeu uma série de seis altas consecutivas e caiu ao patamar de R$ 2,32 nesta terça-feira, com menos temores de uma alta antecipada dos juros nos Estados Unidos e apostas de que a presidente Dilma Rousseff (PT) perderá terreno na próxima pesquisa de intenção de voto para a eleição presidencial. O volume de […]

Arquivo Publicado em 16/09/2014, às 21h55

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O dólar interrompeu uma série de seis altas consecutivas e caiu ao patamar de R$ 2,32 nesta terça-feira, com menos temores de uma alta antecipada dos juros nos Estados Unidos e apostas de que a presidente Dilma Rousseff (PT) perderá terreno na próxima pesquisa de intenção de voto para a eleição presidencial.

O volume de negócios foi reduzido, de apenas US$ 800 milhões segundo a BM&F, pois muitos investidores se mantiveram em compasso de espera antes da divulgação da pesquisa do Ibope nesta noite. A especulação era de que Marina Silva (PSB), preferida a Dilma pelos investidores, voltaria a crescer nas intenções de voto.

A moeda americana fechou em queda de 0,65%, a R$ 2,3286 na venda, após um vídeo publicado no site do The Wall Street Journal sugerir que o Federal Reserve, banco central dos EUA, manterá a linguagem sobre a taxa de juros próxima de zero no comunicado que emitirá na quarta-feira, ao fim de sua reunião de política monetária.

“O The Wall Street Journal abriu espaço para um grande alívio nos mercados depois de uma semana de preocupações em relação a essa reunião do Fed”, afirmou o estrategista sênior de câmbio para mercados emergentes do Scotiabank, Eduardo Suarez.

Investidores vinham se preparando para possíveis indicações de que os juros americanos poderiam subir mais cedo que o esperado, o que poderia atrair para a maior economia do mundo recursos atualmente aplicados em outros países.

Pesquisas eleitorais que mostravam uma recuperação de Dilma nos últimos dias também haviam contribuído para a alta recente do dólar.

Nas duas últimas sessões, a moeda americana chegou a ultrapassar o patamar de R$ 2,35, alimentando expectativas de que o Banco Central intensifique suas atuações no câmbio para evitar impactos inflacionários. Nas últimas seis sessões, a moeda americana avançou 4,66% sobre o real.

“Todo mundo acha que se (o dólar) firmar acima de R$ 2,35, o BC entra. Mas também não tem muito espaço para cair, por causa do Fed e das eleições”, afirmou o superintendente de câmbio da corretora Advanced, Reginaldo Siaca.

Na sexta-feira, uma importante fonte da equipe econômica afirmou que o BC poderá aumentar a rolagem de swaps cambiais com o objetivo de reduzir a volatilidade do mercado, mas que os leilões com as rações diárias não mudam neste ano.

Por enquanto, o BC não mudou seu ritmo, vendendo a oferta de até 6 mil contratos de swap cambial tradicional, que equivalem a venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em outubro. Até agora, o BC rolou cerca de 31%do lote total, que corresponde a US$ 6,677 bilhões.

Pela manhã, o BC também vendeu a oferta total de até 4 mil swaps pelas atuações diárias, com volume correspondente a US$ 197,9 milhões. Foram vendidos 2 mil contratos para 1º de junho e 2 mil para 1º de setembro de 2015.

Jornal Midiamax