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Doação de fiéis católicos deve ajudar no combate ao tráfico humano no Brasil

Uma das ações efetivas da Campanha da Fraternidade, promovida anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)), resulta da Coleta da Solidariedade, o chamado gesto concreto de solidariedade, feita na missa do Domingo de Ramos em todo o País, que este ano cai no dia 13 de abril. São em torno de R$ 7 […]

Arquivo Publicado em 05/03/2014, às 14h39

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Uma das ações efetivas da Campanha da Fraternidade, promovida anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)), resulta da Coleta da Solidariedade, o chamado gesto concreto de solidariedade, feita na missa do Domingo de Ramos em todo o País, que este ano cai no dia 13 de abril. São em torno de R$ 7 milhões que, segundo o arcebispo metropolitano de Campo Grande, dom Dimas Lara Barbosa, seguem diretamente para um fundo nacional que vai financiar projetos sociais nesta área.

Neste ano, o tema da Campanha da Fraternidade é o tráfico humano. Para a Igreja Católica, explica dom Dimas, são considerados casos de situações análogas à escravidão, exploração sexual e o comércio ilegal de órgãos.

A CNBB sabe que o tema é delicado e que precisa fazer mais a respeito. Dom Dimas acha que a Campanha da Fraternidade pode resultar na criação de uma nova pastoral, mas cita também uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) em trâmite no Congresso Nacional que prevê o confisco, para fins de reforma agrária, de propriedades rurais onde forem detectadas situações semelhantes à escravidão, cuja aprovação pode ser favorecida pelo trabalho da igreja.

Há também, por exemplo, uma agenda específica para o período da Copa do Mundo, envolvendo as regiões sede. Dom Dimas explica que, durante o torneio, haverá condições favoráveis para adoções ilegais e exploração sexual. Por isso, a Igreja Católica pretende atuar com trabalhos de conscientização e alerta.

Jornal Midiamax