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Deputados coletam assinaturas para CPI dos black blocs

As lideranças do Solidariedade (SDD) e do PMDB na Câmara dos Deputados começaram a coletar assinaturas nesta terça-feira para instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional com objetivo de investigar aliciamento e financiamento dos chamados black blocs, grupos mascarados que atuam em protestos. Sem citar nomes, o líder do SDD, Fernando […]

Arquivo Publicado em 18/02/2014, às 19h13

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As lideranças do Solidariedade (SDD) e do PMDB na Câmara dos Deputados começaram a coletar assinaturas nesta terça-feira para instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional com objetivo de investigar aliciamento e financiamento dos chamados black blocs, grupos mascarados que atuam em protestos. Sem citar nomes, o líder do SDD, Fernando Francischini (PR), disse que a CPI, se instalada, poderá ajudar a investigar autoridades com foro privilegiado supostamente envolvidas com os grupos infiltrados em protestos.

“A proposta da CPI que vai investigar os black blocs do País é investigar se há aliciamento, financiamento de pessoas que são contratadas para quebrar, destruir e afastar as pessoas de bem das manifestações. Nós estamos em um ano da Copa e muita gente tem interesse em afastar a população das ruas do país, evitando a cobrança por mais saúde, mais educação, tarifas mais baixas de transporte coletivo”, disse o deputado.

Em reunião na Câmara, a proposta de CPI recebeu assinaturas favoráveis das lideranças do PR, PP, PSDB, DEM, PPS, PSD, PDT, PSC e PTB. Para instalar a CPMI, é preciso coletar assinaturas de 171 deputados e 27 senadores. Segundo Francischini, a proposta por uma comissão mista foi tomada porque não há espaço para fazer uma CPI apenas na Câmara atualmente.

A suspeita sobre financiamento de grupos black blocs foi levantada pelo advogado Jonas Tadeu, que defende o suspeito de lançar o rojão que matou o cinegrafista da Rede Bandeirantes Santiago Andrade. Segundo o profissional, jovens recebiam pelo menos R$ 150 para promover quebra-quebra em manifestações. No início das investigações, o nome do deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) chegou a ser ligado a manifestantes próximos aos suspeitos por um estagiário do advogado. A declaração foi criticada pelo parlamentar.

“A CPMI é uma comissão parlamentar, tem poderes de investigação próprios, de autoridade judicial, pode fazer quebras de sigilo de autoridades com foro privilegiado, pode pedir extratos telefônicos, extratos bancários, acompanhar movimentação de antenas de telefones celulares que podem estar à margem dessas manifestações”, disse Francischini, sobre a necessidade da investigação.

“Se confirmadas essas informações que chegam a cada momento, seria um dos maiores atentados à democracia brasileira. Fomentar, aliciar e financiar vândalos, bandidos travestidos de manifestantes para atacar a imprensa, como fizeram em várias cidades, quebrando veículos da imprensa, incendiando, atacando vocês mesmo como se fosse o mal da sociedade, o jornalismo”, afirmou o parlamentar.

Jornal Midiamax