Delegada diz que investigação de mortes na Santa Casa não devem ser apressadas

Mais de um mês após a morte das três pacientes que fizeram tratamento de quimioterapia na Santa Casa de Campo Grande, a Polícia Civil ainda continua com as investigações. Os corpos das vítimas, que foram exumados para procedimentos da perícia, foram enterrados novamente na manhã desta terça-feira (19). De acordo com a delegada Ana Cláudia […]
| 19/08/2014
- 19:52
Delegada diz que investigação de mortes na Santa Casa não devem ser apressadas

De acordo com a delegada Ana Cláudia Medina, responsável pelo caso, foram colhidos materiais para análise laboratorial, tanto das três mulheres que morreram após o tratamento, em julho, quanto da paciente Margarida Isabel de Oliveira, de 70 anos. Margarida mora em São Paulo e teve complicações depois de passar pelos procedimentos da quimioterapia na Santa Casa, mas se recuperou.

O procedimento de análise de partes do organismo das vítimas não é rápido. Uma primeira análise será feita para identificar feridas provocadas pelos medicamentos e, se constatado que há fissuras provocadas pela quimioterapia, o material deve ser encaminhado para outra equipe da perícia, que fará a análise específica do que causou as lesões.

A delegada Medina afirma que não é questão de ter pressa. “Estamos com urgência no procedimento, mas a pressa não pode ultrapassar a importância que cada caso desses têm perante a família e a sociedade”, diz. Ana Cláudia ainda revela que muitas pessoas questionam os prazos, mas que todo cuidado deve ser tomado durante as investigações.

Os casos, registrados como lesão corporal seguida por morte, só chegaram até a Polícia Civil depois que as vítimas foram enterradas, o que atrapalhou o processo de investigação. De acordo com a delegada, por causa da demora, os corpos perderam algumas substâncias que deveriam ser analisadas.

Para Medina, não há possibilidade que surjam novas vítimas, pois foi verificado que o medicamento que teria provocado a morte das pacientes não foi usado em outras pessoas. Não há confirmação ainda do que causou as complicações, se o medicamento usado, a forma de ministrar ou quantidade utilizada.

Apesar dos casos serem semelhantes, a delegada também afirmou que individualizou os procedimentos, mesmo que os resultados sejam os mesmos.

Últimas notícias