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De última hora, prefeitura coloca na mão de diretores convocação de professores

Diante da situação de déficit de professores, apresenta da nesta terça-feira (4), um dia antes do início do ano letivo, pelo Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais de Educação Pública (ACP), a Prefeitura de Campo Grande convocou professores do quadro de temporários para preencher as vagas ociosas. De acordo com o presidente da ACP, Geraldo Gonçalves, para […]

Arquivo Publicado em 05/02/2014, às 18h42

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Diante da situação de déficit de professores, apresenta da nesta terça-feira (4), um dia antes do início do ano letivo, pelo Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais de Educação Pública (ACP), a Prefeitura de Campo Grande convocou professores do quadro de temporários para preencher as vagas ociosas.


De acordo com o presidente da ACP, Geraldo Gonçalves, para que a contratação imediata ocorresse o secretário de Educação, José Chadid, teve que dar autonomia para que os diretores da escola fizessem a convocação. A medida é regulariza pelo Decreto 10.440, de 2008. 


Anteriormente, a secretaria não estava permitindo que a contratação fosse feita desta forma. “No entendimento da secretaria, ela própria deveria encaminhar os professores. Mas eles percebem que o acumulo de serviço é muito grande. Foi uma medida de emergência”, afirma.


De acordo com Geraldo, mais grave do que a ação emergencial é os professores concursados, nomeados no dia 24 de janeiro, ainda não estarem atuando nas escolas. “Os temporários, que inclusive receberam qualificação, já estão trabalhando e os nomeados ainda não assumiram”, afirmou.


Déficit de professores


A ACP informou a reportagem do Midiamax, nesta terça-feira (5), que os alunos da Semed iniciam o ano de 2014 com um déficit de mais de mil professores. Conforme o presidente há vagas para profissionais que lecionam aulas de Língua Portuguesa, Matemática, História, Artes e para séries iniciais, porém estes não foram contratados pela prefeitura.


O presidente afirma que o estatuto da entidade prevê que 50% das 20 horas trabalhadas pelos professores sejam dedicadas ao planejamento. “No dia 13, o secretário de Educação publicou portaria mudando para 60% as horas na sala de aula”, afirma. Somente isto, já demanda a realização de um concurso para 278 profissionais. Além disto, ele alega que os Centros de Educação Infantil passaram a ser administrados pela Semed e estão sem profissionais para selecionar Educação Física.

Jornal Midiamax