Geral

De bibelôs a geladeiras dos anos cinquenta, loja oferece de tudo, desde que seja antigo

Ao entrar pela pequena loja de Paulo Roberto, localizada na Avenida Marquês de Pombal, n. 74, a sensação é de uma viagem ao tempo. Alguns objetos são tão presentes na memória que é quase possível palpar novamente a infância. Outros de tão antigos, a maioria, sequer chegou a conhecer. É coisa de cinema logo ali […]

Arquivo Publicado em 13/02/2014, às 14h00

None
372507901.jpg

Ao entrar pela pequena loja de Paulo Roberto, localizada na Avenida Marquês de Pombal, n. 74, a sensação é de uma viagem ao tempo. Alguns objetos são tão presentes na memória que é quase possível palpar novamente a infância.

Outros de tão antigos, a maioria, sequer chegou a conhecer. É coisa de cinema logo ali à frente. De vitrolas com cerca de cem anos a geladeiras Frigidaire, típicas dos anos 50, e malas de madeira e couro, como aquelas vistas nos filmes da Carmem Miranda.

Ainda tem a parte de eletrônicos onde o Primeiro Gradiente divide espaço com um joystick antigo. O concorrente do Atari, o Odyssey (da Philips) é outra peça eletrônica que funciona e faz os olhos dos colecionadores brilharem.

É tanta coisa bacana e diferente que é fácil se perder em meio a tantas referências. É difícil fixar o olhar porque tudo tem uma história a contar. Paulo Roberto Moraes Pereira, 42 anos, comerciante, sabe bem a sensação. Há dois anos no negócio, ele conta que todos que chegam sentem a mesma coisa e se dizem saudosos de tempos de outrora. A viagem ao tempo é comum e faz muitos clientes retornarem para ver as novidades, ou melhor, as antiguidades.

Na loja tem discos de vinis do samba ao metal pesado. Os preferidos não ficam expostos, têm lugar especial e são de rock pesado. ACDC, Alice Cooper e Deep Purple são algumas das joias escondidas pela loja.

Para ouvir vitrolas antigas é o que não falta. Tem modelos com caixas pequenas às grandonas que mais se parecem a um Jukebok. A de caixa grande, modelo da Air France, a mesma que fabrica aviões, custa R$ 1,2 mil. Mas Paulo é bom de negócio e quem gosta de pechinchar também pode ser divertir na quebra do preço.

Uma mala inglesa de couro foi vendida enquanto a reportagem estava na loja, a peça que custava inicialmente R$ 300 foi levada por R$ 180, no cash. O comprador, Alan Kaiser, 22 anos, fotógrafo, foi duro na queda e levou a melhor.

Ele conta que sempre passa pela loja de Paulo porque tem peças incríveis e que podem ser usadas como objetos de decoração. Uma máquina de escrever antiga que comprou no local virou o hit de seu escritório. “Todos ficam encantados pela máquina. Ela é linda, toda vermelha, bem antigona. E funciona”, revela.

Grande parte dos objetos ainda funciona, outros precisam de reparos. Mas o que não dá para consertar dá para enfeitar. Só tem um detalhe, Paulo avisa que nem tudo está à venda, alguns objetos são seus e quem quiser levar vai ter fazer a pechincha contrária. “Só se a proposta for muito boa”, diz sobre a coleção de carrinho que fica na frente do caixa.

Jornal Midiamax