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Criador do WhatsApp anuncia que aplicativo fará chamadas de voz

Jan Koum, criador do WhatsApp, anunciou nesta segunda-feira (24) que o aplicativo passará a fazer chamadas de voz a partir do segundo trimestre deste ano. Ele fez a afirmação durante uma palestra no evento MWC (Mobile World Congress), realizado em Barcelona (Espanha): trata-se do primeiro anúncio, desde que o Facebook informou ter comprado o WhatsApp. […]

Arquivo Publicado em 24/02/2014, às 14h31

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Jan Koum, criador do WhatsApp, anunciou nesta segunda-feira (24) que o aplicativo passará a fazer chamadas de voz a partir do segundo trimestre deste ano. Ele fez a afirmação durante uma palestra no evento MWC (Mobile World Congress), realizado em Barcelona (Espanha): trata-se do primeiro anúncio, desde que o Facebook informou ter comprado o WhatsApp.


Apesar da novidade, Koum reiterou que não haverá mudanças no modelo de negócios, algo que as duas empresas já haviam afirmado na semana passada. Hoje diretor-executivo do WhastApp, o cofundador se juntará à diretoria do Facebook.


O aplicativo é um substituto do SMS (mensagens de texto via celular) – atualmente, os usuários podem enviar textos, além de arquivos de áudio, fotos e vídeos.


Ele usa o plano de dados de um smartphone para enviar mensagens aos contatos que também têm o software. O programa está disponível gratuitamente, por um ano, para as principais plataformas de sistema operacional (iOS, Android, Windows Phone e BlackBerry). Depois de 12 meses, a empresa cobra US$ 1 (cerca de R$ 2,35) para cada ano de uso.


Na semana passada, o Facebook anunciou a compra do aplicativo por US$ 16 bilhões (cerca de R$ 38,25 bilhões): US$ 4 bilhões (R$ 9,56 bilhões) em dinheiro e aproximadamente US$ 12 bilhões (R$ 28,68 bilhões) em ações da rede social. A aquisição pode chegar a US$ 19 bilhões (R$ 45,42 bilhões), porque prevê pagamento adicional de US$ 3 bilhões (R$ 7,17 bilhões) em ações, para fundadores e funcionários, nos próximos quatro anos.

Aquisição


Apesar da compra, o aplicativo de comunicação instantânea e o Facebook Messenger funcionarão de forma separada. A marca WhatsApp será mantida, e a sede da empresa adquirida continuará funcionando em Mountain View (o Facebook fica em Menlo Park; as duas cidades são na Califórnia).


Para especialistas, a aquisição pode aumentar a representatividade do Facebook em alguns mercados e entre diferentes públicos (os jovens, por exemplo, que vêm abandonando a rede social).

Namoro antigo


De acordo com o site “Business Insider”, o namoro entre o Facebook e o WhatsApp começou em 2012 e foi selado na última sexta-feira (14) – data em que se comemora o dia dos namorados nos Estados Unidos. Mark Zuckerberg teria se encontrado duas vezes em 2012 com Koum e, depois disso, mantiveram contato em durante alguns jantares e caminhadas.


As fontes do site dizem que Zuckerberg interessou-se pelo WhatsApp por três motivos: o serviço deve chegar a 1 bilhão de usuários logo, o aplicativo tem uma taxa de retorno (pessoas que voltam a usá-lo diariamente) de 70% e por ele achar que a plataforma será tão grande quanto a busca do Google ou o YouTube.


A conversa ficou séria em 9 de fevereiro, quando Zuckerberg, durante um jantar em sua casa, fez a proposta de “fusão” entre as companhias. De acordo com o site, Zuckerberg disse que não seria um processo de aquisição convencional, mas sim uma “parceria”. O diretor-executivo do WhatsApp não respondeu na ocasião.


Na sexta-feira, Koum foi até a casa de Zuckerberg. Ele interrompeu o jantar do dia dos namorados entre o fundador do Facebook e Priscilla Chan, sua mulher, para falar que gostaria de fechar o negócio. Os valores, diz o site, foram discutidos durante a sobremesa de morangos com chocolate.

Jornal Midiamax