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Corretor de imóveis foi baleado por vizinho durante discussão por furto de casa na Capital

O autor do disparo que atingiu o corretor de imóveis José Eduardo Borges Daniel de 42 anos, na madrugada da última quarta-feira (19) se apresentou na tarde desta quinta-feira (20) juntamente com advogado na 1º Delegacia de Polícia de Campo Grande. O caso aconteceu na Rua Amazonas com a 13 de Maio. De acordo com o […]

Arquivo Publicado em 20/02/2014, às 18h55

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O autor do disparo que atingiu o corretor de imóveis José Eduardo Borges Daniel de 42 anos, na madrugada da última quarta-feira (19) se apresentou na tarde desta quinta-feira (20) juntamente com advogado na 1º Delegacia de Polícia de Campo Grande. O caso aconteceu na Rua Amazonas com a 13 de Maio.

De acordo com o delegado Miguel Said, o autor do disparo é Marcos Makoto Ito, 50 anos. Ele se apresentou à polícia com advogado e entregou o revólver calibre 38, que utilizou para atirar em José Eduardo. O acusado contou à polícia que na madrugada de segunda para terça-feira teve a sua casa furtada e que depois disso começou a fazer rondas de motocicleta pela região tentando descobrir algum suspeito de ter cometido o furto.

De acordo com Marcos, no dia da tentativa de homicídio, ele viu José Eduardo em frente a uma casa por volta das 4h30 da manhã e desconfiado foi tirar satisfações com o corretor de imóveis. Os dois acabaram discutindo e Marcos atirou contra a vítima.

José Eduardo, que estava esperando a filha voltar do trabalho, foi atingido nas costas e foi encaminhado para a Santa Casa onde passou por cirurgia, perdeus alguns órgãos e corre o risco de ficar paraplégico.

Segundo o delegado, parentes da vítimas e algumas testemunhas já foram ouvidas e as investigações irão continuar. Marcos Makotoito será indiciado por tentativa de homicídio, porte de arma e posse de arma de fogo de uso restrito.

O autor do crime tinha o registro do revólver calibre 38, porém o registro da arma estava vencido desde 2012. Durante o depoimento, Marcos também revelou que possuía uma espingarda calibre 44 (uso restrito), que teria sido furtada de sua residência, porém como ele não havia registro dessa arma, acabou sendo indiciado por posse de arma de uso restrito.

Defesa– De acordo com o advogado Hugo Melo Farias, Makotoito teria tido a casa assaltada quatro vezes nos últimos seis anos. A última, foi no começo da semana. O acusado relatou que está de mudança para uma casa em outro bairro de Campo Grande e alguns objetos que já estão prontos para serem levados para a outra casa foram furtados. Ele teria acreditado que os ladrões voltariam para buscar mais coisas, por isso decidiu ficar de campana.

Na madrugada em que José Eduardo foi atingido pelo tiro, a acusado alega que viu o vizinho andando na frente da casa dele, várias vezes e falando no telefone, por isso, decidiu falar com ele. Os dois teriam discutido, quando a vítima xingou Makotoito e teria colocado a mão na cintura. Nesse momento, ele atirou e alega legítima defesa. Não foi relatado desentendimento anterior entre os dois.

Jornal Midiamax