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Conselheira tutelar critica escola onde houve abuso:”sabiam do caso e não chamaram ninguém”

A conselheira tutelar Cassandra Szuberski, criticou a omissão da Escola Estadual Teotônio Vilela após denuncia de que jovem de 14 anos teria sido abusada sexualmente no pátio da escola. “O caso aconteceu na quarta-feira e só fomos saber hoje. É grave. Estamos indignados que a escola tendo conhecimento do caso não chamou a polícia nem […]

Arquivo Publicado em 14/04/2014, às 23h05

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A conselheira tutelar Cassandra Szuberski, criticou a omissão da Escola Estadual Teotônio Vilela após denuncia de que jovem de 14 anos teria sido abusada sexualmente no pátio da escola. “O caso aconteceu na quarta-feira e só fomos saber hoje. É grave. Estamos indignados que a escola tendo conhecimento do caso não chamou a polícia nem o conselho tutelar”, declarou.

Cassandra afirmou que a situação é preocupante. “Essas práticas sexuais dentro das escolas estão se tornando recorrentes e as escolas não estão tomando providências. Em dez dias tivemos dois casos em Campo Grande. É preocupante. Não chamam o conselho tutelar, psicólogo, polícia, nada”, criticou.

O caso veio à tona após a mãe da vítima registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil na sexta-feira (11). A mãe relatou à polícia que a sua filha foi ameaçada e forçada a fazer sexo oral com outros dois adolescentes. O ato sexual foi filmado e se espalhou pelas redes sociais.

“Houve, no mínimo, violação de direito em uma escola estadual. A polícia e o Ministério Público Federal vão investigar se houve estupro ou se foi consensual. Independente do resultado, o garoto vai responder por ter divulgado o vídeo”, explicou Cassandra.

A conselheira tutelar revelou que as famílias dos jovens envolvidos estão todas abatidas e reforçou que os adolescentes não têm noção da dimensão do acontecimento. “Mas o que assusta mais é a escola não ter feito nada. Houve uma falha administrativa muito grande”, frisou, citando o artigo nº 245 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

O artigo define pena de multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência por “deixar o médico, professor ou responsável por estabelecimento de atenção à saúde e de ensino fundamental, pré-escola ou creche, de comunicar à autoridade competente os casos de que tenha conhecimento, envolvendo suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente”.

Na próxima quarta-feira (16), a adolescente e os dois adolescentes envolvidos serão ouvidos pela Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij) para esclarecimento do caso.

Jornal Midiamax