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Comissão Nacional da Verdade veio a MS para analisar violações de direitos indígenas

Uma audiência da Comissão Nacional da Verdade (CNV) foi realizada na última sexta-feira (21), na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) para analisar violações de direitos indígenas cometidos no período entre 1946 e 1988. Participaram da audiência, antropólogos, professores e diversos membros de comunidades indígenas que deram depoimentos sobre o processo de demarcação d...

Arquivo Publicado em 22/02/2014, às 18h35

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Uma audiência da Comissão Nacional da Verdade (CNV) foi realizada na última sexta-feira (21), na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) para analisar violações de direitos indígenas cometidos no período entre 1946 e 1988. Participaram da audiência, antropólogos, professores e diversos membros de comunidades indígenas que deram depoimentos sobre o processo de demarcação da aldeia Panambizinho – Lagoa Rica, em 1971.


Conforme a UFGD, os depoimentos narraram a vida dos indígenas antes das interferências em suas terras, seguiram com as condições de expulsão de suas comunidades e terminaram com a vontade de reaver aquele território que um dia lhes pertenceu.


No começo da cerimônia, a representante da CNV, Maria Rita Kehl sugeriu a redação de carta de recomendação ao Governo Federal, para evitar que as injustiças cometidas contra os Guarani-Kaiowá permaneçam prejudicando as populações geração após geração, sem que nada se faça a respeito. Foram cinco sessões de audiência, onde as testemunhas relatarão os casos em suas línguas maternas.


Valdomiro Osvaldo Aquino, liderança da Panambizinho e membro do Conselho Aty Guasu, chamou a atenção de todos os presentes para os métodos que hoje são utilizadas contra os povos indígenas. “Antigamente nós éramos atacados apenas com armas, balas. Hoje o que se usam contra nós são palavras, papeis, documentos. É um sistema político que está nos prejudicando”.

Jornal Midiamax