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Cobras, onça e macaco: animais ‘invadem’ Campo Grande atrás de comida, dizem especialistas

Após a aparição de uma onça e uma cobra no perímetro urbano de Campo Grande, nos últimos dois dias, especialistas atribuem este fenômeno à falta de alimentos e ao desmatamento descontrolado das matas que ficam no entorno da cidade. De acordo com a PMA (Polícia Militar Ambiental) são atendidas, por dia, seis ocorrências de moradores […]

Arquivo Publicado em 01/10/2014, às 15h38

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Após a aparição de uma onça e uma cobra no perímetro urbano de Campo Grande, nos últimos dois dias, especialistas atribuem este fenômeno à falta de alimentos e ao desmatamento descontrolado das matas que ficam no entorno da cidade. De acordo com a PMA (Polícia Militar Ambiental) são atendidas, por dia, seis ocorrências de moradores que avistam bichos silvestres próximos das casas.

“Isso ocorre porque tem muitas reservas dentro da cidade, sem contar que muitos bichos estão vindo buscar comida, como foi o caso da onça desta semana”, explica o major Queiroz da PMA. Entre os animais que mais são capturados pela PMA estão as aves e as capivaras.

Nesse mesmo sentido, o ambientalista Haroldo Borralho, também afirma que as aparições de bichos na cidade são decorrentes do desmatamento. “Eles vêm buscar comida dentro da cidade porque não encontram mais nas matas, que, por sua vez, estão sumindo”, relata.

O ambientalista relata uma série de fatores que também contribuem para esse fato. Segundo ele, as queimadas feitas pelos produtores rurais e a ausência de corredores de matas, que ligam fazendas vizinhas, ajudam a direcionar os animais para os centros urbanos.

Haroldo conclui dizendo que, caso um morador aviste um bicho, é preciso chamar a PMA imediatamente sem que ele tente, por conta própria, capturá-lo.

Ataques


A PMA afirma que os riscos de um ataque de bichos são muito baixos. “Eles só atacam se estiverem acuados”, diz Queiroz.

A ressalva fica por conta das serpentes, que em muitas vezes não são vistas e, por isso, a população chega muito próximo delas e acaba sendo picada. “No caso das cobras, é preciso chamar uma ambulância com urgência e se possível identificar a espécie, para que seja usado o antídoto adequado”, diz.

Reabilitação


A PMA diz também que após a captura, os animais são levados para o Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), onde recebem o tratamento adequado.

De acordo com o Cras, os bichos que chegam até a unidade são cadastrados. Depois disso eles vão para a quarentena, onde são medicados e alimentados até que sejam soltos na natureza.

Casos desta semana


Na última segunda-feira (29), uma onça-parda foi encontrada no quintal de uma casa na Vila Nasser, região norte de Campo Grande. Ela fugiu de um condomínio localizado na Avenida Tamandaré. Depois o bicho acabou sendo capturado pela PMA.

Já na terça-feira (30), uma cobra, medindo um metro, foi encontrada em frente do Fort Atacadista, na Avenida Presidente Vargas, no Santo Amaro, na Capital. Os populares avistaram o réptil embaixo de uma moto Titã e isolaram a área para que ele não fosse atropelado.



Jornal Midiamax