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Clima é de tensão no complexo penitenciário de Campo Grande e segurança mantém alerta

“Um barril de pólvora, prestes a explodir”. Desta forma um servidor do complexo penitenciário da Capital descreve o clima nos presídios, principalmente de segurança Máxima e de Trânsito nesta quarta-feira (19). Os detentos dessas duas unidades estão se recusando a sair para as audiências e até mesmo para o Tribunal do Juri. “A determinação da […]

Arquivo Publicado em 19/02/2014, às 12h52

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“Um barril de pólvora, prestes a explodir”. Desta forma um servidor do complexo penitenciário da Capital descreve o clima nos presídios, principalmente de segurança Máxima e de Trânsito nesta quarta-feira (19).

Os detentos dessas duas unidades estão se recusando a sair para as audiências e até mesmo para o Tribunal do Juri. “A determinação da liderança é a de que quem sair desses dois presídios,quando voltar receberá um corretivo”, afirmou o funcionário.

Embora não haja uma ordem específica neste sentido, a Companhia de Guarda e os policiais militares responsáveis pela guarda dos presídios estão em estado de alerta.

Há uma semana o clima no complexo penitenciário o não é dos mais tranquilos. Os presos fizeram “greve”, se negando até mesmo a fazer a limpeza das celas e a cumprir outras tarefas internas no presídio. No fim de semana houve restrição á entrada de alimentos levados pelos visitantes e isto teria contribuído para aumentar ainda mais o clima de insatisfação dos internos.

O grande motivo da situação, no entanto, seria a colocação em operação dos bloqueadores de sinal de aparelhos celulares. “Assim que esse bloqueador for colocado em operação a coisa vai ficar feia”, continuou o servidor.

Embora a Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul-Agepen tenha declarado que tudo está sob controle, alguns servidores, que preferem não se identificar, afirmam que desde a semana passada estão trabalhando de sobreaviso e tomando todas as precauções possíveis durante o expediente.

Jornal Midiamax