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China publica relatório que acusa os EUA de violar direitos humanos

A China divulgou nesta sexta-feira seu relatório sobre a política de direitos humanos dos Estados Unidos, denunciando, entre outros, os ataques aéreos com drones contra outros países, a espionagem on-line patrocinada pelo Estado e o aumento de crimes a mão armada em seu território. Segundo Pequim, os Estados Unidos “violam os direitos humanos” no exterior, […]

Arquivo Publicado em 28/02/2014, às 14h36

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A China divulgou nesta sexta-feira seu relatório sobre a política de direitos humanos dos Estados Unidos, denunciando, entre outros, os ataques aéreos com drones contra outros países, a espionagem on-line patrocinada pelo Estado e o aumento de crimes a mão armada em seu território.


Segundo Pequim, os Estados Unidos “violam os direitos humanos” no exterior, mas também ocultam o que ocorre neste nível em seu próprio território.


Em relação aos ataques com drones, o relatório chinês menciona as diversas vítimas civis fatais deixadas no Paquistão, por exemplo.


Em nível interno, ressalta a “violência armada desenfreada” e a utilização do trabalho infantil no setor agrícola.


Na quinta-feira, o Departamento de Estado americano publicou seu relatório anual 2013 sobre direitos humanos.


De acordo com o relatório, “os governos autoritários ao redor do mundo recorreram às forças de segurança para consolidar seu poder e suprimir a dissidência em detrimento da estabilidade, da segurança e do desenvolvimento econômico de seus países no longo prazo”.


“Da Praça da Independência na Ucrânia até o parque Gezi na Turquia, as autoridades recorreram à violência para dispersar protestos pacíficos em todo o mundo, ferindo gravemente dezenas de pessoas”, informa o texto.


As forças de segurança devem ser responsabilizadas por abusos contra os direitos humanos, no Sudão, na Síria ou em Mianmar, indica o documento.


Os Estados Unidos criticaram a China pela repressão contra uigures e tibetanos, mas destacaram alguns avanços, como a abolição de campos de trabalho e da política do filho único.


Como em todos os anos, a China respondeu ao documento americano, ao dedicar ao país um relatório especial sobre o tema.


As autoridades americanas acusam regularmente a China de atentar contra os direitos humanos. Pequim responde sistematicamente pedindo a Washington que ponha ordem na casa, e publicando seu próprio informe sobre os Estados Unidos.


O cruzamento de acusações acontece num contexto de tensão entre as duas potências, com a recepção, na semana passada, na Casa Branca, do Dalai Lama, acusado por Pequim de promover o separatismo no Tibet.

Jornal Midiamax