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Chile mantém alerta de tsunami horas depois de terremoto

As autoridades do Chile mantém neste domingo o “alerta preventivo” de tsunami e milhares de pessoas permanecem em lugares afastados do mar sem retornar a suas casas, horas após o forte terremoto, de 6,5 graus de magnitude no norte do país, informou a Marinha e o Escritório Nacional de Emergência (Onemi). O órgão é vinculado […]

Arquivo Publicado em 17/03/2014, às 00h46

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As autoridades do Chile mantém neste domingo o “alerta preventivo” de tsunami e milhares de pessoas permanecem em lugares afastados do mar sem retornar a suas casas, horas após o forte terremoto, de 6,5 graus de magnitude no norte do país, informou a Marinha e o Escritório Nacional de Emergência (Onemi).

O órgão é vinculado ao Ministério do Interior e é um dos responsáveis por avaliar a situação e decidir quando o alerta será suspenso.

O forte tremor de terra foi sentido às 18h17 (hora local, ao mesmo fuso de Brasília) com o epicentro 75 quilômetros ao sudoeste da cidade de Pisagua e a 20,6 quilômetros de profundidade.

Ele teve mais de oito réplicas, que variaram entre 5 e 3,9 graus, principalmente na cidade de Iquique.

O próprio diretor da Onemi, Ricardo Toro, disse que mais de 20 mil pessoas em uma grande extensão da área litorânea do norte chileno se deslocaram para lugares considerados seguros devido aos alarmes que começaram a soar por um eventual tsunami. Já a imprensa chilena afirmou que 80 mil pessoas fugiram do litoral.

A Onemi foi o primeiro órgão a soar o alarme de evacuação na área e mais tarde o Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Armada (SHOA) decretou um alerta preventivo de tsunami.

Sismólogos qualificaram grande parte do norte do Chile como uma “zona quente” para um grande terremoto, já que desde 1878 não se registra um tremor de grande magnitude no local.

Eles manejam uma faixa de 70 a 100 anos para que um terremoto volte a se registrar na mesma região, que neste caso também afetaria o sul do Peru.

Essas previsões, mais o grande terremoto de 27 de fevereiro de 2010, que afetou o centro e o sul do Chile, deixando dezenas de mortos, milhares de afetados e milhões de dólares em perdas, também tornaram os moradores do norte chileno mais vulneráveis.

Após o forte terremoto que estremeceu o Chile, a região do país “não parou de tremer”. Por causa dele a maré subiu por momentos pelo menos 30 centímetros de altura.

Segundo relatórios da Força Aérea do Chile, o aeroporto de Iquique e o terminal aéreo da cidade de Arica operam normalmente.

Jornal Midiamax