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Chega a Israel navio interceptado no Mar Vermelho com mísseis avançados

O navio interceptado por Israel na quarta-feira com mísseis avançados de fabricação síria e supostamente procedentes do Irã chegou neste sábado ao porto meridional israelense de Eilat, escoltado por duas fragatas israelenses. A embarcação, de nome “Klos C” e bandeira panamenha, foi abordada em águas internacionais em um ponto do Mar Vermelho entre Eritréia e […]

Arquivo Publicado em 08/03/2014, às 20h02

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O navio interceptado por Israel na quarta-feira com mísseis avançados de fabricação síria e supostamente procedentes do Irã chegou neste sábado ao porto meridional israelense de Eilat, escoltado por duas fragatas israelenses.

A embarcação, de nome “Klos C” e bandeira panamenha, foi abordada em águas internacionais em um ponto do Mar Vermelho entre Eritréia e Sudão, com uma carga de mísseis M-302, que, segundo Israel, procediam do Irã e tinham Gaza como destino.

O navio chegou ao porto israelense escoltado por duas fragatas da Marinha israelense, e nos próximos dias uma força de elite do exército e membros de uma unidade de engenheiros passarão pelo raio X as dezenas de contêineres que levava e extrairão os mísseis.

Os soldados também examinarão se o navio leva outro tipo de armamento como bombas ou munição.

Na próxima segunda-feira as autoridades israelenses devem expor o armamento expropriado em entrevista coletiva à qual foram convidados adidos militares estrangeiros e embaixadores.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de visita nos Estados Unidos, responsabilizou o Irã pelas armas apreendidas: “Israel capturou uma embarcação em alto-mar carregada de armas para grupos terroristas. Estas armas seriam utilizadas contra Israel. Toda a operação clandestina foi organizada pelo Irã”.

De acordo com Israel, as armas tinham como destino final a Faixa de Gaza por via terrestre desde o Sudão, embora o Hamas, movimento islamita que a governa desde 2007, tenha desmentido.

Um dos dirigentes do Hamas, Saleh Al-Bardawil, qualificou as informações de “totalmente incorretas e inexatas” e assegurou que seu movimento “não tem conhecimento do que os meios sionistas comentam”.

Jornal Midiamax