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Chef de cozinha, Claudia Girelli fala sobre a gastronomia de MS e a força do sabor do cerrado

Paulista de nascença e sul-mato-grossense de criação, Claudia Girelli se classifica como um ser humano de alma lusitana. Apaixonada pela descoberta dos sabores, passou 12 anos de sua vida em Portugal e lá descobriu sua verdadeira raiz culinária. Em Mato Grosso do Sul, cozinha e desenvolve um trabalho de resgate de sabores, relendo numa perspectiva […]

Arquivo Publicado em 09/06/2014, às 19h17

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Paulista de nascença e sul-mato-grossense de criação, Claudia Girelli se classifica como um ser humano de alma lusitana. Apaixonada pela descoberta dos sabores, passou 12 anos de sua vida em Portugal e lá descobriu sua verdadeira raiz culinária. Em Mato Grosso do Sul, cozinha e desenvolve um trabalho de resgate de sabores, relendo numa perspectiva de descoberta e com o auxilio de muita tecnologia, os caldos, assados, guisados, fermentados e caramelizados que produz.

Claudia você é vice-presidente do Comitê Permanente de Gastronomia do Brasil. O que é esse comitê e como ele atua?

O Comitê Permanente de Gastroniomia foi criado em agosto de 2013 e é uma entidade sem fins lucrativos que tem por objetivo representar politicamente a gastronomia brasileira. É uma mobilização nacional legítima e apartidária que preconiza que a Gastronomia Brasileira precisa ser ouvida e respeitada com o reconhecimento da sua força econômica, cultural, histórica, profissional e turística. O comitê tem foco na discussão e promoção de ações que fortalecem e valorizam o regionalismo e a brasilidade. É formado por dois orgãos, um colegiado e multidisciplinar e um conselho de chefs, com representação de vários estados brasileiros.

É a primeira vez que alguém de MS participa da direção do Comitê? De que forma o Comitê ajuda a promover a culinária de MS?

Mato Grosso do Sul participou da criação desta entidade e eu como vice-presidente, represento e defendo a gastronomia sul-mato-grossense ressaltando todas as nossas virtudes e raízes.

Três chefs daqui participaram do Prêmio Dólmã. Como foi o evento e qual a importância de MS estar presente?

As três representantes estiveram unidas para mostrar aos outros colegas que estiveram lá a força do nosso estado. Destacaram-se por todas estarem ligadas diretamente a formação profissional e pesquisa das tradições e ingredientes do cerrado pantaneiro

O que a gastronomia de MS tem de especial em relação às outras? O ano que vem o prêmio será realizado aqui, isso mostra a força da gastronomia pantaneira?

A gastronomia do Pantanal encontra-se em evidência no panorama nacional e mundial. O uso de produtos do cerrado e a valorização de formas de produção que só acontece aqui. Este prêmio ser realizado aqui é uma oportunidade impar de mostrar ao mundo a riqueza cultural da nossa gastronomia.

Para fechar, em sua opinião o que é necessário para fortalecer ainda mais a gastronomia no Brasil?

O Brasil precisava de uma iniciativa como a criação deste Comitê Permanente e o Premio Dolmã é a coroação de um trabalho de pesquisa que será permanente. A criação de um registro nacional de “cozinhadores” que valorizam e difundem o que é realmente brasileiro e é nosso.

Jornal Midiamax